O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado e deve passar nesta segunda-feira por um novo procedimento para tentar controlar crises persistentes de soluços.
O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a chamar atenção nesta segunda-feira (29) ao ser submetido a mais um procedimento médico para controlar crises persistentes de soluços. Mesmo após já ter passado por uma intervenção no fim de semana, os episódios retornaram durante a noite, levando os médicos a optarem por uma nova etapa do tratamento.
Bolsonaro está internado desde a semana passada, quando foi operado para corrigir uma hérnia inguinal bilateral. A cirurgia transcorreu dentro do esperado, mas, no período pós-operatório, ele começou a apresentar crises frequentes de soluços, que acabaram exigindo uma abordagem mais específica.
Diante da falta de resposta aos medicamentos, a equipe médica decidiu realizar um bloqueio anestésico no nervo frênico, estrutura responsável por controlar os movimentos do diafragma — músculo diretamente envolvido nos episódios de soluço. O primeiro bloqueio, feito no lado direito, não teve o efeito desejado. Por isso, os médicos programaram uma nova aplicação, agora no lado esquerdo, como tentativa de interromper definitivamente as crises.
Segundo o boletim médico mais recente, Bolsonaro chegou a apresentar elevação da pressão arterial durante a noite, mas, no momento, encontra-se estável e sem novos episódios de soluço. Ele segue sob observação contínua, com acompanhamento clínico, fisioterapia e medidas preventivas para evitar complicações comuns em internações prolongadas.
Os profissionais de saúde explicaram que esse tipo de bloqueio é considerado um procedimento de baixo risco e temporário, utilizado quando o organismo não responde ao tratamento convencional. A ideia é permitir que o diafragma volte a funcionar normalmente, reduzindo os espasmos que provocam os soluços.
Apesar do novo procedimento, a previsão de alta não foi alterada. A estimativa é de que Bolsonaro permaneça internado por cerca de sete dias ao todo, apenas para garantir uma recuperação segura após a cirurgia e os episódios clínicos recentes.
O caso tem sido acompanhado de perto por apoiadores e aliados políticos, já que o ex-presidente continua sendo uma das figuras mais influentes do cenário nacional. Até o momento, os médicos mantêm uma postura cautelosa, mas avaliam o quadro como controlado.
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