Nos bastidores da política paulista, aliados próximos ao governador Tarcísio de Freitas têm feito um alerta estratégico: não trocar o Republicanos pelo PL, partido comandado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo informações divulgadas pela coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, pessoas ligadas ao governador avaliam que permanecer no Republicanos seria o caminho mais prudente, especialmente se Tarcísio decidir disputar a Presidência da República em 2026.
A lógica é clara: o Republicanos tem uma imagem mais moderada, capaz de dialogar com o eleitorado de centro e até mesmo conquistar votos de indecisos. Já o PL, apesar de ter a força política de Bolsonaro e uma estrutura consolidada, carrega também a marca do radicalismo, o que poderia afastar setores mais amplos da sociedade.
Tarcísio, que ganhou projeção nacional como ministro da Infraestrutura e hoje comanda o maior estado do país, é visto como um dos nomes mais fortes da direita para a disputa presidencial. Dentro do Republicanos, líderes partidários acreditam que sua permanência fortaleceria a legenda, que poderia superar a marca de 70 deputados federais eleitos em 2026 — um feito expressivo no Congresso Nacional.
Concordo com essa análise. Tarcísio tem mostrado equilíbrio, competência e uma postura que inspira confiança até entre quem não vota nele. Permanecer no Republicanos lhe dá autonomia política, evita o peso de ser visto apenas como “o sucessor de Bolsonaro” e o posiciona como uma alternativa mais ampla, capaz de atrair o eleitor de centro.
O cenário político brasileiro exige hoje menos extremos e mais estratégia. Se Tarcísio pretende voar mais alto, precisa construir a própria identidade política — e não apenas seguir o rastro de alguém.
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