PL Antifacção: o voto que surpreendeu a Paraíba — veja quem ficou contra

A votação do PL Antifação, proposta que endurece o combate a ações que atentem contra o Estado Democrático de Direito e contra o avanço das facções criminosas no país, evidenciou um cenário dividido no Congresso. Na bancada da Paraíba, a maioria seguiu uma linha coerente com o momento que o Brasil vive: votou “Sim”. Mas houve exceções — e elas chamam atenção.

Entre os parlamentares paraibanos, Aguinaldo Ribeiro (PP), Cb Gilberto Silva (PL), Damião Feliciano (União), Mersinho Lucena (PP), Murilo Galdino (Republicanos), Romero Rodrigues (Podemos), Ruy Carneiro (Podemos), Wellington Roberto (PL) e Wilson Santiago (Republicanos) votaram a favor, reforçando a necessidade de instrumentos mais duros contra o crime organizado.

Na contramão, Gervásio Maia (PSB) e Luiz Couto (PT) optaram pelo “Não”, alegando que o projeto poderia permitir interpretações amplas e afetar garantias democráticas. Já o deputado Hugo Motta (Republicanos) registrou voto conforme o Artigo 17, justificando impedimento regimental.

Até aqui, fatos. Agora, a realidade que precisa ser dita.

Opinião

A votação escancarou quem realmente está preocupado com a segurança das pessoas e quem continua preso a discursos abstratos, desconectados do dia a dia da população. Enquanto a maioria compreendeu a urgência de enfrentar facções que se expandem, recrutam, executam e aterrorizam comunidades inteiras, dois nomes preferiram manter o velho discurso ideológico: Gervásio Maia e Luiz Couto.

Eles votaram contra o projeto dizendo defender “a democracia”. Mas fica a pergunta que ecoa nas ruas da Paraíba:
Que democracia é essa que ignora o sofrimento de quem vive cercado pelo medo?

É fácil discutir “brechas jurídicas” sentado no ar-condicionado de Brasília. Difícil é viver no meio das explosões, ataques, execuções e guerras entre facções que se tornaram rotina em vários estados do país. A posição dos dois parlamentares soa distante da realidade e pouco sensível ao clamor das pessoas que se sentem abandonadas pelo próprio Estado.

Não há coerência em falar de direitos humanos enquanto se vota contra um projeto que busca proteger justamente o cidadão comum, que todos os dias enfrenta o que as facções têm de pior. A incoerência salta aos olhos.

Enquanto a maior parte da bancada paraibana fez o que precisava ser feito, Gervásio Maia e Luiz Couto escolheram o caminho oposto — e, neste caso, o lado errado da história.

Cabe agora aos dois explicarem ao povo por que preferiram defender uma tese teórica, distante e confortável, em vez de apoiar um instrumento concreto de enfrentamento ao crime que mais cresce no Brasil.


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