O deputado federal Guilherme Derrite (PP), relator do PL Antifacção, subiu o tom nesta quarta-feira (19/11) após as críticas do PT e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao projeto aprovado pela Câmara dos Deputados na noite anterior. Em resposta nas redes sociais, o parlamentar acusou Haddad e o PT de “mentiras para criar narrativa eleitoral”.
Derrite, que está licenciado da Secretaria de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo, rebateu a fala de Haddad de que o texto “asfixia a Polícia Federal”. Segundo ele, a afirmação é “inaceitável” e não condiz com a realidade.
“Objetivamente, esse projeto não asfixia a PF. A PF está no seu melhor momento de combate ao crime organizado. Só nesta semana foram três operações em menos de 24 horas. A polícia está no caminho certo e precisamos apoiar quem está desarticulando grandes esquemas de corrupção, arma e tráfico. Quem está mentindo é quem quer criar palanque eleitoral”, criticou Derrite.
O presidente Lula também fez publicações ironizando o projeto. Para ele, a proposta enfraquece o combate às facções e “só favorece quem quer desviar a lei”. Mesmo com o embate público, tanto Derrite quanto Haddad seguem como possíveis nomes para disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024, o que intensifica ainda mais o clima eleitoral.
Nas redes sociais, o governador Tarcísio de Freitas comemorou a aprovação do PL Antifacção e também mirou o PT e o governo Lula pelas críticas ao projeto.
Goste ou não, os embates em Brasília já refletem diretamente na disputa eleitoral que se forma em São Paulo — e cada declaração aumenta a temperatura política.
Opinião
Goste ou não, é preciso reconhecer: Guilherme Derrite tem sido uma das vozes mais firmes e coerentes no combate ao crime organizado no país. Desde quando assumiu a Secretaria de Segurança Pública em São Paulo, ele adotou uma linha clara: endurecer contra facções, enfrentar o crime e reforçar a atuação policial. Os resultados apareceram — operações constantes, aumento de apreensões e um discurso que não foge da responsabilidade.
Por isso, quando Fernando Haddad tenta transformar o debate sobre o PL Antifacção em narrativa eleitoral, Derrite reage — e com razão. O ministro da Fazenda, que deveria estar preocupado com a economia que patina, prefere entrar no ringue político para atacar um projeto que fortalece o combate às facções. E faz isso usando a velha estratégia do PT: distorcer o debate e criar confusão.
Haddad diz que o PL “asfixia a Polícia Federal”. Mas a realidade mostra exatamente o contrário. A PF vive um dos melhores momentos no combate ao crime. Quem está asfixiado, na verdade, é o governo federal, sem argumentos sólidos para criticar um projeto que vai justamente na direção que o Brasil precisa: tolerância zero com facções criminosas.
Derrite, com sua resposta direta, coloca cada um no seu lugar. Não tem floreio, não tem discurso vazio. Tem posicionamento. Tem clareza. Tem coragem — algo raro na política nacional.
Enquanto Haddad tenta transformar tudo em disputa eleitoral, Derrite foca no essencial: segurança pública, resultados e combate real ao crime. Nesse embate, o país precisa escolher quem está ao lado da lei — e quem está ao lado da narrativa.
Goste ou não, a verdade é essa.
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