O pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), voltou a direcionar críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ao comentar as articulações do parlamentar nos Estados Unidos. Em entrevista ao portal Metrópoles, Zema afirmou que o filho do ex-presidente colocou “interesses pessoais acima do interesse do país”.
“Com certeza, ele não foi muito feliz nas declarações dele. Não podemos colocar o direito pessoal, particular de alguém, acima do interesse da nação. O interesse de alguém pessoalmente não pode se sobrepor ao interesse de um país”, disse o governador de Minas.
Zema também avaliou que, naquele episódio, Eduardo teria se comunicado mal e passado a impressão de que uma única pessoa seria mais importante que o Brasil. “Nenhuma pessoa é mais importante que um país. Nem um presidente. Acho que isso foi ruim para a direita, mas já é passado”, completou.
Apesar das críticas, o governador mineiro reforçou que defende uma anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que pretende visitá-lo, já que o ex-chefe do Executivo cumpre prisão domiciliar.
Com tom moderado, Zema tenta se posicionar como alternativa eleitoral e, ao mesmo tempo, distanciar-se de declarações consideradas prejudiciais ao campo da direita, num momento em que busca consolidar seu nome como pré-candidato ao Planalto.
Na minha opinião Romeu Zema acerta quando diz que nenhum político pode colocar seus interesses pessoais acima do país. Esse é justamente o ponto que muitos fingem não ver: quando uma liderança pública usa sua influência pensando primeiro em si mesma, o prejuízo não é individual — é nacional.
O episódio envolvendo Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos mostrou isso com clareza. A política externa não é palco para vaidade, recados pessoais ou disputas internas. É um ambiente onde cada palavra tem peso, cada gesto tem consequência, e qualquer deslize repercute lá fora e aqui dentro.
Zema toca na ferida ao lembrar que nem presidente, nem deputado, nem governador é mais importante que o país. Esse tipo de postura — a de achar que uma figura política vale mais que a própria nação — só enfraquece o campo da direita e compromete qualquer projeto sério para o Brasil.
Se a direita quer amadurecer e voltar a ser protagonista, precisa justamente disso: responsabilidade, estratégia e menos personalismo. Política não é culto à personalidade. É trabalho, compromisso e visão de futuro.
Nesse ponto, Zema fala o óbvio — mas o óbvio que muitos não têm coragem de dizer.
Gostei ou não, essa é minha opinião.
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