Urgente: Bolsonaro quer encontro “específico” com Cláudio Castro — motivo intriga aliados


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou, nesta quarta-feira (12/11), um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para receber uma visita do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar.

Segundo a defesa, o encontro seria “pessoal e específico”, em data a ser ajustada, e teria como finalidade permitir um diálogo direto entre Bolsonaro e o governador fluminense.

O documento apresentado ao STF argumenta que a reunião deve ocorrer “na data mais breve possível”, indicando urgência por parte da defesa do ex-presidente.

A solicitação ganha peso porque Bolsonaro pode estar prestes a deixar a prisão domiciliar. Com o fim do prazo de análise dos embargos apresentados por sua defesa, cresce a expectativa de que ele seja enviado ao regime fechado nos próximos dias. Uma das possibilidades discutidas nos bastidores é a transferência para a Papuda, no Distrito Federal.

Caso a visita de Castro seja autorizada, pode ser a última antes de Bolsonaro começar a cumprir a pena de mais de 27 anos imposta pela condenação no processo relacionado à trama golpista investigada pelo STF.

A movimentação política em torno de Bolsonaro, mesmo em meio ao confinamento, continua intensa. A visita do governador do Rio reforça que o ex-presidente mantém articulações e conversas estratégicas, mesmo sob restrições judiciais.

O pedido de Jair Bolsonaro ao STF para receber Cláudio Castro não é apenas uma visita de cortesia. Em política, nenhum movimento é inocente — ainda mais vindo de alguém que pode estar prestes a trocar a tornozeleira pela cela.

Bolsonaro sabe que sua margem de manobra está se estreitando. Um encontro “pessoal e específico” com o governador do Rio, nessa altura do campeonato, tem cheiro de articulação final, tentativa de alinhar discurso ou até garantir algum tipo de apoio político num momento crítico.

O detalhe é que o pedido veio com pressa, “na data mais breve possível”. Pressa de quê? De conversar sobre o futuro? De combinar estratégia? Ou simplesmente de marcar posição antes de um possível regime fechado?

Fato é: o movimento liga o alerta. Quando um ex-presidente condenado a 27 anos pede uma reunião urgente com o governador de um estado estratégico como o Rio de Janeiro, algo maior está no tabuleiro.

Goste ou não, essa é minha opinião.

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