“Maduro fez escola”: o que Nikolas Ferreira quis dizer sobre a prisão de Bolsonaro?


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a gerar repercussão ao se manifestar nesta terça-feira (11/11) sobre os 100 dias de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em uma publicação nas redes sociais, Nikolas afirmou que o Brasil está “seguindo os passos da Venezuela” e disse que o presidente venezuelano Nicolás Maduro “fez escola”, insinuando que o país vive sob um regime autoritário disfarçado de democracia.

“Maduro fez escola. A forma de impedir adversários políticos é sempre a mesma: prendendo, censurando e silenciando quem pensa diferente”, escreveu o parlamentar.

A fala é uma crítica direta à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro no dia 4 de agosto. O ex-presidente está cumprindo a medida em sua casa, no Jardim Botânico, em Brasília, com tornozeleira eletrônica e restrições de deslocamento noturno e nos fins de semana.

Segundo o STF, Bolsonaro descumpriu medidas cautelares ao participar, por vídeo, de uma manifestação no Rio de Janeiro. A Corte entendeu que a participação violou restrições impostas após investigações sobre atos antidemocráticos e possíveis incitações contra as instituições.

Nikolas, por outro lado, argumenta que o caso é puramente político e que a Justiça estaria sendo usada como ferramenta para impedir Bolsonaro de disputar as eleições de 2026.

"A democracia que eles dizem defender só vale quando o povo vota do jeito que eles querem. O resto, eles prendem”, declarou.

A declaração ampliou o clima de confronto entre o campo bolsonarista e o Supremo, que vem se intensificando desde o início das investigações sobre atos antidemocráticos. Para apoiadores de Bolsonaro, a prisão domiciliar é vista como um símbolo de perseguição política; já críticos consideram as medidas necessárias para preservar as instituições democráticas.

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