Prisão perpétua e modelo Bukele: Tarcísio eleva o tom no debate sobre segurança pública


Durante participação em um evento da XP Asset Management, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a defender mudanças profundas na legislação penal brasileira — incluindo a adoção da prisão perpétua, proposta que sempre reaparece nos debates de segurança pública.

Tarcísio citou diretamente o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como exemplo de liderança que adotou medidas duras contra o crime organizado. Bukele é reconhecido mundialmente por sua política de “tolerância zero”, que levou à decretação de estado de exceção e à prisão de mais de 80 mil pessoas desde 2022, sob a justificativa de combate às gangues e facções.

O governador paulista afirmou que não considera um “absurdo” discutir prisão perpétua no Brasil, e destacou que “algumas mudanças precisam ser radicais” para que o país enfrente o crime com a dureza necessária.

Além de mencionar o Centro de Confinamento do Terrorismo — uma das prisões de segurança máxima mais comentadas do mundo — Tarcísio fez um paralelo dizendo que, se o modelo salvadorenho trouxe segurança à população, também teria aumentado a confiança de investidores no país. Segundo ele, “é preciso aproveitar para mostrar o que estamos fazendo e para onde queremos avançar”.

Ao longo do discurso, o governador reforçou temas que costuma defender: endurecimento de penas, aumento do custo do crime e críticas à reincidência criminal e à soltura de suspeitos em audiências de custódia.

Opinião 

Na minha opinião, Tarcísio de Freitas levanta um debate importante. O Brasil vive uma realidade em que muitas pessoas de bem se sentem inseguras e desamparadas diante da criminalidade. Para grande parte da população, parece cada vez mais claro que o atual modelo penal não tem conseguido inibir comportamentos violentos ou impedir a reincidência.

Quando olho para o caso de El Salvador, vejo que o endurecimento das medidas adotadas por Bukele gerou resultados concretos na percepção de segurança da população e na redução de índices de violência. Pode haver críticas — e elas existem — mas é inegável que o país experimentou mudanças profundas em pouco tempo. E isso, na prática, pesa mais do que discursos que nunca saem do papel.

Acredito que discutir endurecimento de penas, prisão perpétua e aumento real do custo do crime não é radicalismo, e sim uma tentativa de encontrar soluções para um problema que afeta milhares de famílias todos os anos. Não se trata de atacar direitos, mas de proteger vidas. Quem comete crimes graves precisa enfrentar consequências proporcionais à gravidade de seus atos.

O Estado tem o dever de proteger o cidadão e, para isso, precisa ter instrumentos que realmente funcionem. Quem governa precisa ter coragem de propor mudanças estruturais — mesmo que sejam polêmicas — quando a realidade mostra que o modelo atual não está dando conta.

Goste ou não, essa é minha opinião.

Postar um comentário

0 Comentários