Nos bastidores de Brasília, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem adotado uma postura mais cautelosa em relação à anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo informações do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, Tarcísio tem demonstrado pouca confiança de que o Congresso Nacional vá aprovar uma anistia ampla, apostando em vez disso em um texto de dosimetria — que apenas reduziria as penas de Bolsonaro e de alguns envolvidos.
Ainda conforme a apuração, Tarcísio chegou a liderar a articulação política pela anistia em setembro, quando o projeto obteve aprovação de urgência na Câmara dos Deputados por 311 votos a 163. Depois disso, o governador paulista recuou da linha de frente e deixou as negociações sob responsabilidade dos parlamentares bolsonaristas, especialmente os do PL.
Enquanto isso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem sido alvo de pressões constantes de aliados de Bolsonaro para colocar o tema em votação. De acordo com o deputado Zucco (PL-RS), a expectativa é que o assunto avance até o fim do semestre, embora ainda não exista uma data definida para a apreciação do texto.
Na visão de muitos brasileiros — e também na minha —, Bolsonaro não deveria enfrentar uma condenação tão severa, especialmente diante de tantas controvérsias e divergências jurídicas que envolvem o caso. É uma posição de análise e reflexão, respeitando as instituições, mas destacando que o debate sobre proporcionalidade e justiça ainda está longe de um consenso.
Independentemente da posição política, o que se observa é que a discussão sobre anistia ou revisão das penas segue dividindo o Congresso e a opinião pública, enquanto Tarcísio tenta equilibrar apoio à base bolsonarista e diálogo com o centro político.
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