O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (19) que o governo Lula “terá de se explicar à sociedade brasileira” após votar contra o Projeto de Lei da Antifacção, aprovado na noite desta terça (18) por ampla maioria: 370 votos a favor e 110 contra.
Em entrevista à Jovem Pan News, Motta reforçou que o governo errou ao tentar barrar a proposta, que segundo ele atende a um desejo claro da população por mais segurança pública.
“O governo tem que explicar hoje à sociedade brasileira por que ficou contra. Para o cidadão, o que importa é o que vai de fato acontecer na prática e melhorar a segurança pública no Brasil”, declarou.
Hugo Motta também criticou a tentativa da base governista de adiar a votação. Segundo ele, houve pedidos para retardar o processo e até para resgatar uma versão antiga enviada por Lula ao Congresso, mas nenhuma manobra teve sucesso.
“No fim, o governo ter ficado contra foi um erro, porque está indo contra um anseio da sociedade. Você acha que o cidadão está satisfeito com a segurança pública do país? Uma mãe que vê o filho sair cedo para trabalhar quer saber de lei, de número, de relator? Não. Ela quer segurança”, afirmou.
O deputado ainda destacou que milhares de famílias continuam reféns de organizações criminosas que dominam comunidades e cidades inteiras:
“O Estado não está conseguindo chegar onde deveria para garantir a liberdade dessas pessoas.”
A declaração aumenta a pressão política sobre o governo, que agora terá de responder ao impacto negativo de ter se posicionado contra uma proposta aprovada com margem tão expressiva na Câmara.
Opinião
Na discussão sobre a Lei Antifacção, a postura do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, foi um exemplo de firmeza e responsabilidade com o país. Enquanto muitos preferem se esconder atrás de discursos ideológicos, Motta encarou o tema de frente e defendeu aquilo que a população mais cobra: coragem para enfrentar o crime organizado.
Não é segredo para ninguém que facções criminosas têm se expandido como nunca, dominando comunidades, impondo medo e colocando o Estado de joelhos em várias regiões do Brasil. Diante desse cenário, a sociedade brasileira espera dos seus governantes uma reação contundente — e não hesitação.
E é exatamente aí que entra a crítica: o governo Lula agiu de forma incompreensível ao tentar barrar a proposta. Em vez de apoiar um projeto que fortalece o combate às facções, o governo escolheu o caminho da resistência política, como se a prioridade fosse evitar desgaste, e não proteger famílias que vivem reféns do crime.
Hugo Motta fez o que precisava ser feito: colocou o dedo na ferida, chamou atenção para o erro do governo e deixou claro que segurança pública não pode ser tratada com discurso, mas com decisão. Ele falou o que muitos brasileiros gostariam de dizer: quando o governo se coloca contra medidas duras contra o crime, precisa explicar ao povo o porquê.
A verdade é simples: quem está na rua, quem pega ônibus cedo, quem mora em áreas dominadas, quem perdeu um parente para a violência — todos querem um Estado forte contra as facções. E Hugo Motta teve coragem de vocalizar isso.
Enquanto alguns fogem do debate, ele enfrentou.
Goste ou não, essa é a postura que o Brasil precisa.
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