A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) não apresentou novos embargos de declaração ao Supremo Tribunal Federal (STF) dentro do prazo legal, encerrado nesta segunda-feira (24). Com isso, aumenta a possibilidade de avanço do processo para a fase de execução da pena.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e trĂȘs meses de prisĂŁo por liderar a trama golpista. Desde o Ășltimo sĂĄbado (22), ele encontra-se preso preventivamente na SuperintendĂȘncia da PolĂcia Federal, em BrasĂlia, apĂłs descumprir medidas cautelares e ter a prisĂŁo domiciliar convertida em preventiva por violação da tornozeleira eletrĂŽnica.
Segundo a CNN Brasil, a defesa optou por apresentar apenas embargos infringentes, tipo de recurso utilizado quando nĂŁo hĂĄ unanimidade no julgamento. No entanto, o STF sĂł admite esse instrumento em casos onde houve pelo menos dois votos divergentes, cabendo agora ao ministro Alexandre de Moraes analisar se o pedido Ă© vĂĄlido.
đ Situação de Alexandre Ramagem
O deputado Alexandre Ramagem Ă© considerado foragido da Justiça apĂłs a expedição de mandado de prisĂŁo preventiva. Ele publicou vĂdeo nas redes sociais afirmando que o mandado Ă© ilegal e declarou estar nos Estados Unidos “para proteger a si e sua famĂlia”.
đ Anderson Torres
No caso do ex-ministro Anderson Torres, a defesa jĂĄ havia informado ao Supremo que nĂŁo protocolaria embargos de declaração, mantendo apenas os infringentes. Os advogados solicitaram que, em caso de inĂcio do cumprimento da pena, ele nĂŁo seja encaminhado para presĂdio comum, pedindo que permaneça em unidade da PolĂcia Federal ou em instalação militar.
đ Militares tambĂ©m recorrem
Dos sete condenados do nĂșcleo 1 com possibilidade de recurso, apenas quatro militares apresentaram embargos. A defesa do general Walter Braga Netto, condenado a 26 anos, protocolou os dois tipos de recursos disponĂveis, alegando cerceamento de defesa e questionando a competĂȘncia do STF.
Com o encerramento do prazo para novos recursos, abre-se agora a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes determinar o trĂąnsito em julgado do processo, o que significa o fim das possibilidades de contestação e o inĂcio efetivo do cumprimento das penas impostas.
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