Movimento silencioso em Brasília pode derrubar Eduardo Bolsonaro; entenda


A crise envolvendo o deputado Eduardo Bolsonaro ganhou contornos ainda mais complexos nos bastidores de Brasília. Segundo avaliações feitas por parlamentares e informações amplamente repercutidas pela imprensa nacional, ele teria atingido cerca de 50 faltas nas sessões da Câmara e estaria vivendo nos Estados Unidos desde fevereiro. Se confirmados, esses dados ultrapassariam o limite considerado tolerável no regimento interno. Esse cenário reacendeu uma disputa silenciosa, porém intensa, que agora mira diretamente um nome estratégico: o paraibano Hugo Motta.

Enquanto o PT e partidos de oposição articulam internamente, a percepção entre alguns deputados é de que Eduardo Bolsonaro não teria mais condições matemáticas de cumprir o mínimo necessário de presença até o fim do ano legislativo. Pelas contas mencionadas por parlamentares, o limite máximo de faltas para não abrir margem a um processo de cassação ficaria entre 44 e 45 — números que, segundo essa mesma avaliação, já teriam sido superados pelo filho do ex-presidente.

Esse cálculo político virou munição para que integrantes do PT intensifiquem a pressão não apenas pela abertura de um processo, mas também pela aceleração de sua tramitação. É nesse ponto que entra Hugo Motta, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), colegiado responsável por analisar e dar andamento a qualquer processo dessa natureza.

Fontes em Brasília afirmam que lideranças petistas consideram que já existem as chamadas “condições políticas” para avançar sobre o caso. Segundo aliados ouvidos nos bastidores, Hugo Motta estaria sendo pressionado a pautar o tema — algo que ele não comenta publicamente, mas que tem movimentado intensamente os corredores do Congresso. Vale destacar que isso se refere ao papel institucional que ele exerce como presidente da CCJ, sem qualquer acusação pessoal.

A estratégia petista, porém, vai além. O líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias, protocolou uma proposta de alteração nas regras sobre faltas injustificadas. O objetivo declarado é tornar o monitoramento mais rígido, instituindo avaliações trimestrais em vez dos prazos atuais, considerados por ele como excessivamente tolerantes. Se aprovada, a mudança poderá tornar mais veloz qualquer processo de perda de mandato — posição que está registrada oficialmente e já divulgada pela mídia.

Além disso, episódios envolvendo figuras do mesmo campo político de Eduardo Bolsonaro — como a prisão de Carla Zambelli na Itália, amplamente noticiada internacionalmente, e a saída do país por Alexandre Ramagem em meio a questionamentos judiciais, conforme divulgado pela imprensa — reforçaram a narrativa de que o grupo enfrenta um momento de desgaste político e jurídico. Trata-se de fatos notórios, já repercutidos publicamente, sem qualquer juízo pessoal além da análise política.

No fim das contas, mesmo que o foco recaia sobre Eduardo, o ponto central da equação é Hugo Motta. Ele está sentado no tabuleiro onde o próximo movimento pode influenciar diretamente o destino político de um dos deputados mais conhecidos do país. E, querendo ou não, acabou se tornando o nome mais observado da semana.

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