O líder do PL na Câmara, deputado Sósthenes Cavalcante, pediu ao presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública, Hugo Motta (Republicanos–PB), que a votação do PL Antifacção — prevista para esta quarta-feira (12/11) — seja adiada para dezembro.
Sósthenes argumenta que segurança pública é o assunto mais sério do país e que o tema exige “responsabilidade e seriedade” antes de qualquer decisão. Segundo ele, a Câmara deveria realizar audiências públicas nas cinco regiões do Brasil, ouvindo governadores, prefeitos, secretários de Segurança, OAB, universidades, Judiciário e representantes do governo federal.
Nos bastidores, o deputado afirmou que já conversou tanto com Motta quanto com o relator da proposta, Guilherme Derrite (PP-SP), defendendo que o adiamento seja feito para a semana do dia 10 de dezembro — ou seja, daqui a aproximadamente um mês.
O relator, Derrite, já promoveu uma série de mudanças no parecer nos últimos dias. Ele retirou trechos polêmicos, como modificações na lei antiterrorismo e pontos que reduziriam atribuições da Polícia Federal.
A decisão final sobre manter ou adiar a votação ainda depende do presidente da Câmara. Até o início da tarde desta quarta-feira, a previsão era de manter o PL na pauta — mas o clima é de forte pressão política nos dois lados.
O líder do PL na Câmara, deputado Sósthenes Cavalcante, pediu ao presidente da Frente Parlamentar de Segurança Pública, Hugo Motta (Republicanos–PB), que a votação do PL Antifacção — prevista para esta quarta-feira (12/11) — seja adiada para dezembro.
Sósthenes argumenta que segurança pública é o assunto mais sério do país e que o tema exige “responsabilidade e seriedade” antes de qualquer decisão. Segundo ele, a Câmara deveria realizar audiências públicas nas cinco regiões do Brasil, ouvindo governadores, prefeitos, secretários de Segurança, OAB, universidades, Judiciário e representantes do governo federal.
Nos bastidores, o deputado afirmou que já conversou tanto com Motta quanto com o relator da proposta, Guilherme Derrite (PP-SP), defendendo que o adiamento seja feito para a semana do dia 10 de dezembro — ou seja, daqui a aproximadamente um mês.
O relator, Derrite, já promoveu uma série de mudanças no parecer nos últimos dias. Ele retirou trechos polêmicos, como modificações na lei antiterrorismo e pontos que reduziriam atribuições da Polícia Federal.
A decisão final sobre manter ou adiar a votação ainda depende do presidente da Câmara. Até o início da tarde desta quarta-feira, a previsão era de manter o PL na pauta — mas o clima é de forte pressão política nos dois lados.
outro ponto: mexer com facções não é brincadeira. É tema pesado, complexo e que afeta diretamente estruturas de segurança nos estados. Talvez adiar não seja necessariamente enrolar — pode ser também medo de aprovar algo mal feito e depois ter que voltar atrás.
O que eu vejo é outro movimento: falta de preparo e falta de alinhamento. O PL Antifacção mexe com vários setores — segurança pública, governo federal, governadores, Polícia Federal, polícias estaduais — e o Congresso simplesmente não está pronto para votar algo dessa importância sem antes organizar a casa.
Receio de aprovar um texto fraco, mal costurado ou cheio de brechas, que depois vire munição para o crime organizado ou acabe barrado no Judiciário.
Por isso acho que o adiamento não é “jogo político”, mas sim reconhecimento de que a discussão ainda não está madura. O Brasil enfrenta facções cada vez mais sofisticadas, e votar às pressas seria irresponsável.
A sociedade quer pressa, sim. Mas quer pressa com competência, não com improviso.
Goste ou não, essa é minha opinião.
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