Após expulsão do União Brasil, Sabino acusa sigla de injustiça e reafirma apoio a Lula


O ministro do Turismo, Celso Sabino, ampliou sua manifestação após a decisão do União Brasil de expulsá-lo da legenda. A medida, anunciada pela Comissão Executiva Nacional, ocorreu em meio a um longo processo de desgaste que começou quando Sabino decidiu permanecer no governo Lula, contrariando a orientação do partido, que, meses antes, havia rompido oficialmente com o Planalto.

Em sua declaração pública, Sabino afirmou sair “com a cabeça erguida” e com a consciência tranquila. Ele reforçou diversas vezes que possui “ficha limpa” e que não carrega qualquer acusação ou processo que possa manchar sua trajetória. Para o ministro, sua expulsão não tem relação com conduta ética, mas sim com divergências políticas internas. Na visão dele, a sigla errou ao puni-lo por continuar no Ministério do Turismo e por manter apoio ao atual presidente.

Sabino classificou a decisão como “equivocada” e “profundamente injusta”, argumentando que sempre atuou pensando no desenvolvimento do país, do Pará e do setor turístico. Ele disse ainda que não se curvou a pressões partidárias e que enfrentou “corajosamente” tentativas de fazê-lo abandonar o governo. Segundo ele, sua permanência não se tratou de um ato de rebeldia, mas de compromisso com aquilo que acredita ser o projeto mais eficiente para o Brasil.

O ministro destacou que sua relação com o Pará foi um dos motivos que o levaram a manter o cargo. Segundo Sabino, ele desejava continuar representando o estado dentro da Esplanada, garantindo recursos, investimentos e fortalecimento do turismo na região. Ele afirmou que sua expulsão apenas reforça o quanto alguns setores do partido não aceitaram sua decisão de priorizar o trabalho em vez das disputas internas.

Mesmo fora do União Brasil, Sabino reafirmou sua intenção de disputar o Senado nas eleições do próximo ano. De acordo com ele, várias legendas já demonstraram interesse em recebê-lo, e a escolha do novo partido será tomada com cautela, levando em consideração tanto seu grupo político no Pará quanto sua afinidade com os projetos nacionais. O ministro também afirmou que seu alinhamento com Lula continuará intacto, destacando que, para ele, o atual governo representa o caminho que a maioria dos brasileiros reconhece como mais vantajoso para o país.

Sabino concluiu dizendo que acredita que sua saída será julgada pela população e pela história, e não por decisões partidárias tomadas “a portas fechadas”. Ele reforçou que deixa o União Brasil de cabeça erguida, convicto de que não cometeu nenhum erro e pronto para seguir atuando politicamente com ainda mais firmeza.

Resumo

Celso Sabino, ministro do Turismo, foi expulso do União Brasil após desobedecer a orientação do partido e permanecer no governo Lula. Ele classificou a decisão como equivocada e injusta, afirmando que deixa a sigla com “ficha limpa” e consciência tranquila. Sabino diz ter sido punido por continuar no Ministério do Turismo e por manter apoio ao presidente. Mesmo sem partido, ele seguirá como pré-candidato ao Senado pelo Pará e afirma que várias legendas já o procuraram. Também reforçou que continuará alinhado com Lula e acredita que seu trabalho será reconhecido pelo povo e pela história.

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