Presa na Itália após fugir do Brasil, Carla Zambelli foi agredida dentro do presídio, teve a cela alterada por risco à integridade e agora perdeu oficialmente o mandato na Câmara.
A crise envolvendo a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) ganhou novos e graves desdobramentos. Detida em Roma após fugir do Brasil para evitar o cumprimento de uma condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Zambelli relatou ter sido alvo de agressões dentro do presídio italiano onde está presa.
De acordo com sua defesa, a ex-parlamentar foi atacada por outras detentas em mais de uma ocasião. As reclamações foram levadas à direção da unidade, mas, segundo os advogados, nenhuma providência efetiva foi tomada inicialmente. Diante do risco à sua integridade física, a defesa solicitou uma mudança de cela, pedido que acabou sendo atendido pelas autoridades do presídio. Zambelli, então, foi transferida do térreo para um andar superior.
Enquanto enfrenta dificuldades no sistema prisional italiano, a situação política da ex-deputada no Brasil também chegou ao fim. Após a formalização de sua renúncia, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados confirmou a perda definitiva de seu mandato. Com isso, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a convocação do suplente Adilson Barroso (PL-SP), que assumirá oficialmente a vaga.
Zambelli havia deixado o país logo após ser condenada pelo STF no caso ligado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), numa tentativa de evitar o cumprimento da pena. No entanto, sua fuga acabou resultando na prisão na Itália, onde agora aguarda os desdobramentos do processo de extradição.
O episódio marca uma queda histórica de uma das figuras mais polêmicas da política recente: de deputada influente em Brasília a detenta em uma prisão estrangeira, enfrentando agressões, isolamento e a perda do cargo público.
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