A China ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão de superávit comercial no acumulado até novembro. O resultado reflete a estratégia do país de redirecionar suas exportações para outros mercados diante do impacto das altas tarifas impostas pelos Estados Unidos durante o governo Donald Trump.
Com as barreiras norte-americanas mais pesadas, muitos fabricantes chineses aceleraram o envio de produtos para Europa, Austrália e países do Sudeste Asiático, que mostraram forte avanço nas compras. Já as remessas para os EUA caíram quase 30% no ano, evidenciando a mudança no fluxo comercial.
Apesar desse desempenho robusto no exterior, a demanda interna chinesa segue fraca, pressionada pelo setor imobiliário e por um consumo ainda em recuperação. Mesmo assim, dados da alfândega indicaram que as exportações reagiram bem em novembro, superando as projeções e impulsionando o resultado do país.
Economistas apontam que, embora as tarifas americanas continuem pesadas — com média de quase 47% sobre produtos chineses —, a China tem conseguido compensar parte dessas perdas com novos parceiros comerciais e com o fortalecimento do setor de eletrônicos e semicondutores, que seguem como pilares das vendas externas.
Para analistas, o redirecionamento do comércio global deve permanecer como tendência no próximo ano, ao mesmo tempo em que a China tenta fortalecer o mercado interno para sustentar seu crescimento a longo prazo.
Resumo
A China ultrapassou pela primeira vez o superávit comercial de US$ 1 trilhão até novembro, impulsionada pelo aumento das exportações para Europa, Austrália e países do Sudeste Asiático. O país redirecionou suas vendas para outros mercados após a queda de quase 30% nas remessas para os EUA, afetadas pelas tarifas impostas pelo governo Trump.
Mesmo com o desempenho externo positivo, a demanda interna chinesa segue fraca devido à desaceleração do setor imobiliário. Especialistas afirmam que a China deve continuar ampliando sua presença em novos mercados e reforçando setores estratégicos, como eletrônicos e semicondutores, enquanto tenta fortalecer sua economia doméstica.
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