A Procuradoria-Geral de Honduras decidiu reabrir a pressão sobre o ex-presidente Juan Orlando Hernández e emitiu, nesta segunda-feira (8), um mandado de prisão internacional contra ele. A ordem surge poucos dias após Hernández deixar um presídio nos Estados Unidos, onde cumpria uma longa pena de 45 anos por tráfico de drogas e porte ilegal de armas.
A libertação do ex-líder hondurenho ocorreu recentemente, depois que ele recebeu um perdão presidencial concedido por Donald Trump. Com isso, Hernández deixou a prisão norte-americana, mas voltou imediatamente ao radar da Justiça de seu país, que agora exige sua captura para que responda aos processos pendentes em território hondurenho.
A decisão gerou repercussão política porque coincide com o período pós-eleitoral em Honduras. Nas últimas semanas, Trump manifestou apoio ao candidato conservador Nasry Asfura, do Partido Nacional — o mesmo grupo político de Hernández — em uma disputa direta contra o liberal Salvador Nasralla. A situação adiciona um novo capítulo à já conturbada relação entre política e Judiciário no país.
Com o novo mandado de prisão, Hernández volta a enfrentar um cenário de incertezas e possíveis desdobramentos legais, mesmo após ter sido beneficiado pelo perdão nos Estados Unidos. As autoridades hondurenhas afirmam que as acusações continuam válidas e que o ex-presidente deve responder formalmente por elas.
Resumo
A Justiça de Honduras emitiu um mandado de prisão internacional contra o ex-presidente Juan Orlando Hernández. Ele havia sido libertado nos Estados Unidos após receber um perdão de Donald Trump, apesar de cumprir uma pena de 45 anos por tráfico de drogas e porte ilegal de armas. A nova ordem de captura ocorre logo após as eleições hondurenhas, nas quais Trump apoiou o candidato conservador Nasry Asfura, aliado político de Hernández. Mesmo com o perdão nos EUA, as autoridades de Honduras afirmam que Hernández ainda precisa responder aos processos em seu país.
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