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Putin bombardeia Kiev e Trump assume controle das negociações de paz


Com Kiev sob bombardeios em massa, Trump se reúne com Zelensky para negociar a guerra enquanto Putin envia um recado duro: a Rússia não vai recuar.

A guerra na Ucrânia atingiu um novo nível de tensão justamente às vésperas de um encontro que pode definir o futuro do conflito. Enquanto o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky se prepara para conversar com Donald Trump, a Rússia lançou uma das maiores ofensivas aéreas do ano contra Kiev e sua região metropolitana, deixando mortos, dezenas de feridos e milhares de pessoas sem energia e aquecimento em pleno inverno europeu.
De acordo com autoridades ucranianas, centenas de drones e dezenas de mísseis foram disparados durante a madrugada, atingindo principalmente a infraestrutura de energia da capital. Mais de 40% dos prédios residenciais ficaram sem aquecimento, e bairros inteiros ficaram no escuro. Incêndios se espalharam pela cidade, atingindo residências, oficinas e até um lar de idosos, forçando evacuações de emergência.
Diante da ofensiva, Zelensky fez um pronunciamento duro. Ele classificou Vladimir Putin como um “homem de guerra” e afirmou que os ataques mostram que o Kremlin não tem real interesse em paz. Para o presidente ucraniano, a Rússia fala em negociações, mas responde com mísseis e drones no campo de batalha.
Ao mesmo tempo, o cenário diplomático ganhou um novo protagonista: Donald Trump. O ex-presidente dos Estados Unidos, que voltou ao centro da política internacional, confirmou que se reunirá com Zelensky para discutir um possível acordo de paz. A fala de Trump, porém, chamou atenção no mundo todo: ele afirmou que nada será decidido sem a sua aprovação, deixando claro que pretende assumir um papel decisivo nas negociações.
Trump também indicou que espera conversar diretamente com Putin em breve, sugerindo que pode tentar costurar um entendimento direto entre Washington, Kiev e Moscou. Nos bastidores, aliados veem isso como uma tentativa de Trump se colocar como o homem capaz de “resolver” o maior conflito da Europa desde a Segunda Guerra.
Enquanto isso, Putin enviou um recado claro por meio da imprensa estatal russa: se a Ucrânia não aceitar resolver a questão de forma “pacífica”, a Rússia seguirá usando meios militares até alcançar todos os seus objetivos. A declaração reforça que Moscou não pretende ceder facilmente, mesmo sob pressão internacional.
No Canadá, Zelensky também garantiu novos apoios financeiros e abriu caminho para mais empréstimos internacionais, tentando manter a Ucrânia de pé enquanto a guerra continua. Mas a mensagem que fica é dura: as bombas continuam caindo, mesmo quando a diplomacia diz que está funcionando.
A coincidência entre a escalada militar russa e a reunião de Zelensky com Trump mostra que o conflito entrou em uma fase ainda mais perigosa. A guerra agora não é apenas travada no campo de batalha, mas também nos bastidores da política global — com Estados Unidos, Rússia e Ucrânia disputando quem terá a palavra final sobre o futuro da Europa.

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