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Rússia desafia Trump e bombardeia Kiev horas antes de reunião que pode decidir o fim da guerra


A Rússia lançou mísseis e drones contra Kiev poucas horas antes do encontro entre Zelensky e Trump, que pode definir os rumos da guerra. O ataque aumenta a pressão sobre as negociações de paz e acende alerta internacional.

Explosões voltaram a sacudir Kiev na madrugada deste sábado, em mais um ataque aéreo russo que acontece justamente às vésperas de um dos encontros mais importantes desde o início da guerra. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, se prepara para se reunir com Donald Trump, nos Estados Unidos, em uma tentativa de avançar num acordo que possa abrir caminho para o fim do conflito que já dura quase quatro anos.
De acordo com autoridades ucranianas, sistemas de defesa aérea foram acionados depois que drones e mísseis russos foram detectados se aproximando da capital e de outras regiões estratégicas do país. O alerta aéreo permaneceu ativo por horas, criando um clima de tensão e insegurança em meio às negociações diplomáticas que acontecem nos bastidores.
Os ataques ocorreram num momento delicado, quando Kiev tenta consolidar apoio internacional para um plano de paz que envolve, principalmente, a definição de quais territórios ficariam sob controle da Ucrânia e quais poderiam ser negociados. O próprio Zelensky já admitiu que a questão territorial é o maior obstáculo para qualquer acordo com Moscou.
Segundo informações divulgadas por fontes próximas às negociações, existe um esboço de um plano de 20 pontos, liderado pelos Estados Unidos, que estaria quase pronto. Entre os pontos discutidos estão um cessar-fogo temporário, garantias de segurança para a Ucrânia e a criação de uma zona econômica especial em áreas disputadas do leste do país.
Um dos temas mais sensíveis envolve a usina nuclear de Zaporizhzhia, a maior da Europa, que foi tomada pela Rússia logo no início da guerra. O controle dessa instalação é visto como estratégico tanto para a segurança energética quanto para a estabilidade regional.
Do lado russo, o governo deixou claro que não aceita simplesmente congelar o conflito nas linhas atuais sem concessões territoriais por parte da Ucrânia. Moscou quer que Kiev se retire de áreas do leste, especialmente em regiões ligadas ao Donbass, enquanto a Ucrânia defende que os combates sejam interrompidos exatamente onde as tropas estão agora.
Donald Trump, por sua vez, entrou no centro do jogo. Ele afirmou que os Estados Unidos são a força principal por trás do processo de negociação e deixou claro que nenhum acordo avançará sem sua aprovação. Em declarações recentes, Trump indicou que pretende conversar diretamente com Vladimir Putin e que acredita que o encontro com Zelensky pode gerar avanços concretos.
Apesar do clima de guerra e dos ataques, diplomatas dos dois lados afirmam que houve um “ponto de virada” nas conversas. Mesmo sem revelar detalhes, representantes russos reconheceram que estão analisando as propostas enviadas pelos americanos.
A expectativa agora é enorme. O encontro entre Zelensky e Trump, marcado para a Flórida, pode definir se o conflito entra numa fase de desescalada ou se o mundo verá uma nova onda de confrontos ainda mais intensos.
Enquanto isso, a população ucraniana segue vivendo sob o som das sirenes e das explosões, aguardando se, finalmente, a diplomacia conseguirá falar mais alto do que os mísseis.

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