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PP ameaça romper com Tarcísio e pode lançar candidato próprio em São Paulo


O Partido Progressistas estuda romper com Tarcísio de Freitas em 2026 e lançar um candidato próprio, abrindo um novo capítulo na disputa pelo comando de São Paulo.

O maior colégio eleitoral do Brasil pode estar prestes a assistir a uma reviravolta política de peso. O Partido Progressistas (PP), uma das principais siglas do campo conservador, começou a se movimentar nos bastidores para deixar a base do governador Tarcísio de Freitas e construir uma candidatura própria ao Palácio dos Bandeirantes em 2026.
A articulação surge depois de um desgaste crescente entre o partido e o governo paulista. Lideranças do PP avaliam que a relação com Tarcísio esfriou nos últimos meses, especialmente por falta de espaço político e baixa atenção às demandas da legenda dentro da administração estadual. Prefeitos, deputados e dirigentes reclamam que o partido perdeu protagonismo mesmo tendo sido peça importante na vitória eleitoral passada.
Esse descontentamento virou combustível para um plano ousado: lançar um nome próprio na corrida pelo governo de São Paulo, rompendo a atual aliança e mudando o tabuleiro da direita no maior estado do país.
Nos bastidores, três nomes aparecem com mais força. O deputado federal Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente, é visto como alguém que dialoga com o eleitorado conservador e com a base bolsonarista. O empresário e influenciador Pablo Marçal também entrou no radar, após ganhar grande visibilidade na eleição municipal da capital. Já o ex-secretário estadual Filipe Sabará surge como uma opção mais técnica e com trânsito entre empresários e lideranças políticas.
O cálculo político do PP é claro: uma candidatura própria pode ajudar o partido a fortalecer suas chapas de deputado federal e estadual, além de ampliar sua influência na eleição nacional. Para a sigla, ter um nome na disputa majoritária em São Paulo significa mais palanque, mais visibilidade e mais poder de negociação.
Outro fator que pesa é o cenário nacional. A proximidade de alguns desses nomes com o bolsonarismo, especialmente com Flávio Bolsonaro, também entra na equação. Há dirigentes do PP que acreditam que uma candidatura alinhada à direita mais ideológica pode atrair parte do eleitorado que hoje não se sente totalmente representado pelo governo Tarcísio.
Se essa ruptura se confirmar, o impacto será enorme. A direita, que hoje aparenta estar unificada em torno do atual governador, passaria a ter mais de um candidato competitivo, fragmentando votos e abrindo espaço para surpresas no segundo turno.
Nos bastidores, aliados de Tarcísio acompanham o movimento com atenção. Perder o apoio formal de um partido do tamanho do PP significaria um desafio adicional para sua tentativa de reeleição, especialmente em um cenário já marcado por disputas internas no campo conservador.
A política paulista, que costuma ditar tendências nacionais, pode estar prestes a entrar em um novo ciclo de disputas, alianças quebradas e reposicionamentos estratégicos. E, como sempre, quem ganha é o eleitor, que passa a ter mais opções — e mais conflitos — para observar.

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