Em apenas oito meses, as estatais federais acumularam um prejuízo de R$ 8,3 bilhões, ultrapassando o maior resultado negativo anual já registrado na história recente. O principal responsável é os Correios, que sozinho tiveram um déficit de R$ 4,2 bilhões no primeiro semestre de 2025.
Segundo levantamento da CNN Brasil, o rombo reflete principalmente a reestruturação interna e a queda nas receitas de serviços postais tradicionais, que seguem em declínio diante da digitalização. Especialistas apontam que o cenário econômico e o aumento dos custos operacionais agravaram a situação.
Outras estatais também registraram perdas expressivas, como a Infraero, responsável pela administração de aeroportos, e a Dataprev, que processa dados previdenciários. Em anos anteriores, o conjunto das empresas públicas federais chegou a registrar superávits bilionários, mas a tendência se inverteu desde 2023.
O histórico mostra oscilações: entre 2010 e 2022, houve anos de lucro e de prejuízo, mas nenhum tão elevado quanto o atual. Analistas alertam que, se o ritmo de perdas continuar, 2025 pode encerrar como o pior ano para as estatais em duas décadas, pressionando o governo a rever planos de gestão e contenção de gastos.
Nos governos anteriores, o cenário era outro:
Superávit em 2019 (R$ 11,8 bi), 2020 (R$ 3,6 bi), 2021 (R$ 2,9 bi) e 2022 (R$ 6,1 bi) — todos durante o governo Bolsonaro, quando as contas das estatais ficaram no azul.
Com a volta do PT ao poder, o resultado despencou:
2023: déficit de R$ 2,2 bi
2024: déficit de R$ 8,07 bi
2025 (até agosto): prejuízo recorde de R$ 8,3 bi
Em apenas dois anos, o que era lucro virou rombo histórico.
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