O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (21) o julgamento sobre o chamado “núcleo de desinformação”, investigado por disseminar ataques e notícias falsas contra as instituições democráticas e o processo eleitoral de 2022.
A primeira fase do julgamento contou com sustentações orais dos advogados e manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que defendeu a rejeição dos pedidos de habeas corpus apresentados pelos acusados. Após o relator Alexandre de Moraes, os demais ministros da Primeira Turma devem apresentar seus votos nas próximas sessões.
Entre os réus estão Cristiano Zanin, Luís Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que compõem a turma julgadora. A expectativa é de que o julgamento seja concluído ainda nesta semana, com decisões sobre a manutenção das prisões e andamento das investigações.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, o grupo é acusado de integrar um esquema voltado à disseminação de notícias falsas, ataques coordenados e campanhas digitais que visavam desestabilizar o Estado democrático de direito e as eleições. Parte das ações teria sido articulada durante o pleito de 2022, sob a liderança de figuras políticas e comunicadores ligados a movimentos extremistas.
O ministro Alexandre de Moraes afirmou que o inquérito busca “proteger a democracia dos ataques sistemáticos que se tornaram estratégia política para desinformar e manipular a opinião pública”.
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