A disputa interna na federação União Progressista esquentou neste domingo (5), com uma troca de farpas entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI).
Pré-candidato à Presidência em 2026, Caiado acusou Ciro de tentar forçar o apoio de Jair Bolsonaro (PL) ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para beneficiar seus próprios interesses, visando ser vice em uma eventual chapa.
Em tom duro, Caiado declarou:
“A ansiedade de Ciro Nogueira em se colocar como candidato a vice-presidente de Tarcísio é vergonhosa. Ele quer ser porta-voz do presidente Bolsonaro, o que ele não é”, disparou o governador goiano.
Caiado ainda ironizou o ex-ministro de Bolsonaro, afirmando que se o ex-presidente quiser escolher um porta-voz, “certamente será um dos filhos ou sua esposa, Michelle, e não Ciro Nogueira, que já jurou amor eterno a Lula”.
A resposta veio após Ciro dizer que Bolsonaro teria apenas duas opções de apoio em 2026: Tarcísio de Freitas ou Ratinho Júnior (PSD-PR). A fala foi interpretada como tentativa de influência sobre os rumos da direita.
Com Bolsonaro inelegível até 2030, o campo conservador vive um racha cada vez mais evidente, com vários nomes tentando ocupar o espaço deixado por ele. Além de Tarcísio, Eduardo Bolsonaro, Romeu Zema, Eduardo Leite, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior aparecem entre os cotados para disputar o Palácio do Planalto.
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