O Corinthians iniciou sua campanha de arrecadação com impacto imediato: foram R$ 8 milhões em apenas 24 horas e mais de R$ 33 milhões no primeiro mês. No entanto, o entusiasmo inicial caiu drasticamente. Desde janeiro, a média mensal de doações não passa de R$ 2 milhões, bem abaixo da expectativa.
Especialistas apontam que, além da natural limitação do engajamento da torcida, as crises institucionais recentes — incluindo o afastamento provisório do presidente Augusto Melo após denúncias envolvendo o ex-patrocinador Vai de Bet — ajudaram a esfriar as contribuições.
Diante desse cenário, o clube agora tenta alternativas financeiras. A diretoria procurou a Caixa Econômica Federal para propor a troca do índice de juros da dívida: sair da Selic + 2% (cerca de 17% ao ano) para o IPCA (9%). Uma aposta que pode trazer alívio no longo prazo, mas que ainda depende de aprovação.
O desafio do Corinthians será recuperar a confiança da torcida e manter o ritmo da campanha, equilibrando exposição midiática com resultados concretos na gestão financeira.
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