O governo federal iniciou a cobrança de 1.820 paraibanos que receberam o Auxílio Emergencial de forma indevida durante a pandemia da Covid-19. O valor total a ser devolvido ultrapassa R$ 4,6 milhões, segundo dados divulgados pela Controladoria-Geral da União (CGU).
A medida faz parte de um cruzamento nacional de informações que identificou irregularidades em pagamentos feitos entre 2020 e 2021, período em que o benefício foi criado para ajudar famílias de baixa renda durante a crise sanitária. Em todo o Brasil, mais de 628 mil pessoas foram notificadas para devolver os valores.
De acordo com a CGU, a cobrança é feita por meio do Portal de Devolução do Auxílio Emergencial, onde o cidadão pode consultar se está entre os que precisam restituir o benefício. A devolução pode ser feita via boleto bancário ou PIX, diretamente no site do Ministério da Cidadania.
🔸 Como saber se precisa devolver:
O beneficiário deve acessar o portal oficial (https://devolucaoauxilioemergencial.cidadania.gov.br) e informar o CPF. Caso haja pendência, o sistema gera automaticamente as instruções de pagamento.
🔸 O que acontece se não devolver:
Quem não realizar a devolução poderá ter o nome inscrito na Dívida Ativa da União e ficar impedido de receber novos benefícios federais, além de sofrer descontos em restituições futuras, como o Imposto de Renda.
🔸 Prazo e atenção a golpes:
O prazo para quitação do débito é de 30 dias após o recebimento da notificação. A CGU alerta que não envia mensagens por WhatsApp, SMS ou e-mail, e que todas as informações oficiais estão disponíveis apenas nos portais do governo.
O órgão reforça que o objetivo da medida é garantir o uso correto dos recursos públicos e corrigir eventuais distorções ocorridas durante o pagamento emergencial.
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