Trump ameaça nova liderança da Venezuela após captura de Maduro e fala em “mudança de regime”


Donald Trump afirmou que a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pode enfrentar consequências ainda mais severas que Nicolás Maduro caso não coopere com a transição política. Após a captura de Maduro por forças dos EUA, militares venezuelanos sinalizaram apoio a um governo interino, enquanto o cenário político do país entra em sua fase mais instável em décadas.

A crise política na Venezuela ganhou um novo e explosivo capítulo neste domingo após declarações contundentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista à revista The Atlantic, Trump afirmou que a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, poderá “pagar um preço muito alto” caso não colabore com a nova fase política do país, que começou após a captura de Nicolás Maduro por forças norte-americanas.

Segundo Trump, o objetivo da operação foi “reconstruir e mudar o regime” venezuelano, alegando que qualquer cenário seria melhor do que a situação atual vivida pela população. Ele reforçou que a ação teve como foco desarticular o comando político do chavismo e abrir caminho para um governo de transição.

Imagens que circularam nas redes sociais mostram Maduro deixando um avião escoltado por agentes de segurança, o que fortaleceu a versão de que ele teria sido detido e retirado do poder. Pouco depois, a Suprema Corte da Venezuela anunciou que Delcy Rodríguez deveria assumir a presidência de forma interina, o que causou ainda mais tensão no país.
No entanto, o movimento não foi unânime. Setores das Forças Armadas venezuelanas criticaram publicamente a operação dos Estados Unidos, classificando a ação como uma intervenção estrangeira, mas ao mesmo tempo declararam apoio para que Rodríguez lidere o país temporariamente até que uma nova estrutura política seja definida.
A situação também provocou reações na América Latina. O Brasil, por meio de canais diplomáticos, manifestou preocupação com a interferência dos EUA nos assuntos internos da Venezuela, defendendo uma solução baseada no diálogo e na soberania dos povos.
Trump, por sua vez, afirmou que os maiores beneficiados com a saída de Maduro serão os próprios venezuelanos. Segundo ele, o país vive uma crise humanitária profunda e só uma ruptura com o antigo regime poderia permitir a reconstrução econômica e institucional da nação.
Enquanto isso, a incerteza domina Caracas e outras cidades. A população acompanha com apreensão os próximos passos da vice-presidente, que agora está no centro de um dos momentos mais delicados da história venezuelana recente.
A Venezuela entra, assim, em um cenário imprevisível, onde pressões internacionais, divisões internas e o futuro do poder político se cruzam em uma disputa que pode redefinir completamente o rumo do país.

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