O ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal esclareça, em até cinco dias, as condições da sala onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso, após a defesa alegar que o barulho do ar-condicionado estaria prejudicando sua saúde física e psicológica. Os advogados pedem medidas técnicas imediatas, incluindo possível troca de equipamento ou isolamento acústico, afirmando que o ambiente não permite o repouso mínimo necessário.
A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou ao centro do noticiário nacional nesta semana, após a defesa apresentar uma nova reclamação envolvendo as condições do local onde ele está detido. Segundo os advogados, o barulho constante de um equipamento de ar-condicionado estaria provocando prejuízos diretos ao descanso, ao equilíbrio emocional e até à saúde física do ex-chefe do Executivo.
A manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o caso está sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Diante da queixa, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste oficialmente sobre a situação, concedendo um prazo de cinco dias para esclarecimentos técnicos.
De acordo com a defesa, o ruído produzido pelo sistema de refrigeração cria um ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário a qualquer pessoa privada de liberdade. Os advogados sustentam que a exposição contínua ao barulho compromete o sono, causa estresse e agrava o quadro psicológico do ex-presidente.
Além da reclamação, os representantes de Bolsonaro pediram que o ministro determine providências práticas. Entre as solicitações estão a substituição do ar-condicionado, a mudança do local onde o equipamento está instalado ou até mesmo a implementação de isolamento acústico na sala onde o ex-presidente permanece.
Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele retornou ao local no dia 1º de janeiro, logo após receber alta hospitalar. Antes disso, havia passado por procedimento cirúrgico no hospital DF Star, o que, segundo seus advogados, reforça a necessidade de condições adequadas para recuperação e estabilidade clínica.
Até o momento, a Polícia Federal não confirmou se já recebeu oficialmente o pedido do STF, mas informou que o espaço permanece aberto para manifestações. A expectativa é que a corporação apresente um relatório técnico detalhando se o nível de ruído realmente ultrapassa padrões aceitáveis e se há necessidade de ajustes estruturais.
O episódio adiciona mais um capítulo à complexa situação jurídica e política envolvendo o ex-presidente, que segue sob forte atenção pública e institucional. A decisão final sobre possíveis mudanças no local de custódia dependerá da resposta técnica da Polícia Federal e da avaliação do ministro Alexandre de Moraes.
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