O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou a abertura de uma revisão formal sobre as práticas de moderação de conteúdo do TikTok, após surgirem denúncias de que a plataforma estaria suprimindo conteúdos críticos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A investigação ocorre logo após a ByteDance, controladora chinesa do TikTok, finalizar um acordo para criar uma joint venture nos Estados Unidos. Pelo arranjo, investidores americanos passam a deter 80,1% da nova empresa, enquanto a ByteDance mantém 19,9%, numa tentativa de atender às exigências de segurança nacional e evitar o banimento do aplicativo no país.
Segundo o gabinete de Newsom, após a venda do TikTok para um grupo empresarial alinhado a Trump, foram identificados casos independentes de conteúdos críticos ao presidente que teriam sido removidos ou reduzidos em alcance, levantando suspeitas de interferência política. O governador solicitou ao Departamento de Justiça da Califórnia que avalie se essas práticas violam leis estaduais.
O acordo foi aprovado pelos governos dos Estados Unidos e da China e conta com a participação de empresas como a Oracle, além de fundos de investimento globais. Trump, que possui mais de 16 milhões de seguidores na plataforma, chegou a elogiar o acordo e afirmou que o TikTok teve papel relevante em sua vitória eleitoral de 2024.
Até o momento, nem a Casa Branca nem o TikTok comentaram oficialmente as acusações. O caso reacende o debate sobre liberdade de expressão, influência política e controle de plataformas digitais em um cenário de crescente polarização nos Estados Unidos.
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