O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ofereceu, na noite de quarta-feira (4), um jantar a deputados federais na Residência Oficial da Granja do Torto, em Brasília, em um gesto de aproximação institucional com o Congresso Nacional. O encontro teve início por volta das 19h e se estendeu até cerca das 22h, reunindo líderes da base aliada, parlamentares do centrão e ministros do governo.
O cardápio contou com pratos da culinária brasileira, como peixe pirarucu, arroz, farofa, pirão e salada. A sobremesa foi torta de chocolate. Embora não tenha havido música ao vivo, o ambiente foi embalado por canções reproduzidas em caixa de som, entre elas “Disparada”, de Jair Rodrigues. Parlamentares elogiaram o menu e destacaram o clima informal e descontraído da recepção.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, foi o principal convidado do encontro. Durante os discursos — que somaram cerca de dez minutos — Lula fez elogios públicos à condução de Motta à frente da Casa e reconheceu que a relação entre o Planalto e a Câmara enfrentou momentos de tensão ao longo do último ano. Ainda assim, ressaltou o esforço do deputado na aprovação de matérias consideradas relevantes pelo governo.
Segundo relatos de líderes presentes, Lula afirmou que Hugo Motta deve ter passado “muitas noites de angústia” no cargo, mas conseguiu aprovar “muita coisa”, destacando que não é simples ocupar a presidência da Câmara. O gesto foi interpretado como uma tentativa de distensionar a relação e fortalecer a articulação política para 2026.
Hugo Motta, por sua vez, agradeceu o apoio do presidente e destacou que o próximo ano legislativo terá um primeiro semestre mais curto, em razão do Carnaval, da Páscoa, das articulações partidárias e da Copa do Mundo, o que exigirá maior coordenação entre os Poderes.
Estiveram presentes ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Sidônio Palmeira (Comunicação), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Rui Costa (Casa Civil) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais). Considerado por parte dos convidados como um movimento de “início de pré-campanha” e reaproximação política, o jantar reforçou a estratégia do governo de consolidar diálogo e apoio no Congresso em um ambiente mais conciliador.
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