A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela da Polícia Federal, ficou desorientado, com fortes dores e chegou a pedir a Deus que o levasse, por não suportar mais o sofrimento. Ela criticou a demora no atendimento médico, disse que teve apenas 30 minutos de contato com o marido e voltou a defender a prisão domiciliar diante do estado de saúde do ex-presidente.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro revelou detalhes do momento delicado vivido por Jair Bolsonaro após a queda sofrida dentro da cela da Polícia Federal, em Brasília. Segundo ela, o ex-presidente estava em intenso sofrimento físico, confuso e emocionalmente abalado quando foi levado ao hospital para avaliação médica.
Michelle contou que Bolsonaro apresentava dificuldade para se comunicar e não conseguia lembrar com precisão quando havia ocorrido o acidente. De acordo com seu relato, o uso de medicamentos fortes, administrados por conta das dores constantes, contribuiu para deixá-lo sonolento e desorientado. Em determinado momento, ainda segundo Michelle, o marido chegou a pedir a Deus que o levasse, por não suportar mais a dor.
A queda teria ocorrido dentro da cela, possivelmente por causa de um desnível entre o quarto e o banheiro. Bolsonaro bateu a cabeça em um móvel, o que levantou preocupação da equipe médica e levou à realização de exames como tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma. Os médicos apontaram que ele sofreu um traumatismo craniano leve.
Michelle também criticou o que chamou de demora no atendimento após o acidente. Segundo ela, o quarto costuma ser aberto às 8h para a administração da primeira medicação do dia, mas o socorro só teria ocorrido cerca de 40 minutos depois. Para ela, o atraso agravou o sofrimento do ex-presidente.
A ex-primeira-dama afirmou ainda que teve acesso limitado ao marido durante todo o episódio. Segundo seu relato, o casal pôde ficar junto por apenas cerca de 30 minutos no dia do incidente, o que considerou insuficiente diante da gravidade da situação.
Diante do quadro clínico, Michelle voltou a defender que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar. Ela argumenta que, aos 70 anos, com histórico de nove cirurgias, comorbidades e episódios frequentes de tontura, ele precisa de acompanhamento médico e psicológico contínuo, além de cuidados pessoais que ela própria afirma estar disposta a oferecer.
Para Michelle, manter Bolsonaro em uma cela, especialmente após um episódio de queda e traumatismo, não se justifica do ponto de vista humano e médico. Segundo ela, em casa, o ex-presidente é monitorado de perto para evitar novos acidentes, justamente pelo risco elevado de quedas.
Mesmo tendo recebido alta hospitalar após os exames, Bolsonaro voltou à custódia da Polícia Federal, enquanto sua defesa e familiares seguem cobrando medidas que garantam melhores condições de saúde e acompanhamento permanente.
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