O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a ampliação da estrutura ministerial do governo federal ao afirmar que quanto menos ministérios um governo tem, mais incompetente ele tende a ser. A declaração foi feita durante um evento oficial no Rio Grande do Sul, onde Lula argumentou que um Estado precisa de áreas específicas para atender à diversidade de demandas da sociedade brasileira.
Segundo o presidente, a lógica de reduzir ministérios para economizar recursos ignora a complexidade do país. Ele afirmou que cada setor social organizado precisa de um espaço institucional próprio, citando como exemplo a criação do Ministério da Pesca. Para Lula, deixar essa pauta sob responsabilidade da Agricultura seria inadequado, usando a metáfora de que “nunca viu peixe nascer na terra”.
Atualmente, o governo Lula conta com 38 ministérios, número que chegou a 39 em 2024 com a criação do Ministério da Reconstrução do Rio Grande do Sul. Esse total representa 17 ministérios a mais do que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que manteve uma estrutura mais enxuta, com 21 pastas.
Desde o anúncio da nova configuração ministerial, Lula enfrenta críticas da oposição, que argumenta que o aumento no número de cargos onera o Orçamento público e amplia gastos administrativos. Em resposta, o presidente sustenta que governar não é apenas cortar custos, mas garantir que políticas públicas cheguem efetivamente às mulheres, negros, trabalhadores, movimentos sociais e setores historicamente negligenciados.
A fala reforça a visão do atual governo de que Estado forte não é sinônimo de desperdício, mas de presença ativa, coordenação e capacidade de resposta às desigualdades sociais — uma linha clara de contraste com o discurso do “Estado mínimo” adotado por gestões anteriores.
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