Deslizamentos após chuvas intensas deixam mortos e desaparecidos na Nova Zelândia


Fortes chuvas atingiram a Ilha Norte da Nova Zelândia e provocaram uma série de deslizamentos de terra, deixando ao menos seis pessoas desaparecidas após um acidente em um acampamento na região de Mount Maunganui, na costa leste do país. Entre os desaparecidos estão dois adolescentes, sendo o mais jovem com 15 anos. As autoridades alertam que as buscas podem levar dias, devido à instabilidade do terreno, e até o momento nenhuma morte foi confirmada nesse local específico.

Equipes de resgate mobilizaram cerca de 25 profissionais, incluindo bombeiros, operadores de escavadeiras, policiais e cães farejadores, trabalhando com cautela para examinar cada centímetro de solo removido. Segundo os serviços de emergência, a movimentação do terreno e o risco de novos deslizamentos dificultam os trabalhos e exigem atenção redobrada.

Além desse caso, outro deslizamento ocorreu no subúrbio de Papamoa, também na Ilha Norte, resultando na morte de duas pessoas. Uma das vítimas era cidadã chinesa, conforme informado pelo embaixador da China no país. Estradas foram interditadas em diversas áreas, isolando comunidades e dificultando o acesso terrestre.

As autoridades de defesa civil do distrito de Tairāwhiti pediram que a população evite áreas de risco, inclusive durante a busca por suprimentos de emergência, como água e alimentos, para prevenir novos acidentes. Vídeos divulgados mostram veículos recreativos soterrados e estruturas destruídas no acampamento atingido.
O primeiro-ministro Christopher Luxon visitou a região afetada, prestou solidariedade às famílias e anunciou que o governo irá liberar recursos para as áreas atingidas assim que os danos forem totalmente avaliados. Ele também afirmou que haverá uma investigação pública para apurar por que a evacuação do acampamento não ocorreu de forma mais rápida.

As autoridades seguem tentando localizar outras três pessoas ligadas ao incidente, enquanto reforçam o alerta de que a operação de resgate será lenta e cautelosa, diante do risco constante de novos deslizamentos.


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