PF intima Eduardo Bolsonaro a voltar ao cargo de escrivão após perder mandato e morar fora do país


Após perder o mandato por faltas, Eduardo Bolsonaro foi formalmente notificado pela Polícia Federal para retornar ao cargo de escrivão, que ocupa desde 2010. O ato publicado no Diário Oficial busca regularizar sua situação funcional enquanto ele permanece nos Estados Unidos.

A Polícia Federal determinou oficialmente que Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, retorne ao cargo de escrivão da corporação, função que ele ocupa desde 2010. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e tem como objetivo regularizar sua situação funcional após a perda do mandato de deputado federal.
Durante o período em que exerceu mandato parlamentar, Eduardo estava afastado de suas atividades na PF, como prevê a legislação. O problema começou quando ele se licenciou da Câmara dos Deputados em março do ano passado e passou a residir nos Estados Unidos. Desde então, acumulou faltas que levaram a Mesa Diretora da Câmara a declarar a perda do mandato em dezembro, por ausência injustificada.
Com o encerramento do vínculo parlamentar, a condição que permitia o afastamento automático da Polícia Federal deixou de existir. Por isso, a corporação publicou um ato determinando o “retorno imediato” do servidor, ainda que, segundo o próprio documento, para fins inicialmente administrativos e de regularização da situação funcional.
A medida não trata, neste momento, de exercício pleno das atividades policiais, mas de evitar que Eduardo permaneça em situação de ausência injustificada, o que poderia gerar consequências disciplinares dentro da carreira pública.
O caso chama atenção porque Eduardo Bolsonaro permanece fora do Brasil, nos Estados Unidos, enquanto formalmente ainda mantém vínculo com um cargo público na Polícia Federal. Na prática, a PF agora exige que ele se manifeste, compareça ou regularize sua situação, sob risco de abertura de procedimentos administrativos.
O episódio também reacende o debate sobre servidores públicos que ocupam mandatos eletivos e, ao retornarem à carreira original, precisam cumprir rigorosamente as regras do serviço público, independentemente do peso político que carregam.
A partir de agora, Eduardo terá que decidir se retorna ao Brasil para cumprir as exigências funcionais ou se adotará alguma estratégia jurídica ou administrativa para tentar manter sua situação regular à distância — algo que não é simples dentro das normas da administração pública federal.

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