O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu à escolha da líder opositora María Corina Machado, da Venezuela, como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, afirmando que a decisão “mostra que a premiação se tornou mais política do que pacifista”.
Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (10), aliados de Trump afirmaram que a escolha do Comitê Norueguês do Nobel teria ignorado esforços globais “mais voltados à paz direta e à diplomacia internacional”. O presidente americano vinha sendo citado por apoiadores como um possível indicado, após alegar ter “encerrado sete guerras em seis meses” durante seu governo.
A decisão do comitê, porém, destacou os esforços persistentes de María Corina Machado pela restauração pacífica da democracia e dos direitos humanos na Venezuela — um país que, segundo o texto oficial, vive sob um regime “brutal e autoritário”. Machado permaneceu no país mesmo sob risco de prisão, mobilizando milhões de pessoas em defesa de eleições livres e da liberdade política.
O Comitê ressaltou que “os instrumentos da democracia também são os da paz”, afirmando que a líder venezuelana representa a esperança de um futuro em que “os direitos fundamentais sejam respeitados e as vozes dos cidadãos ouvidas”.
Trump, por outro lado, voltou a afirmar que “muita gente acredita” que ele deveria ganhar o Nobel da Paz, em referência a seus esforços diplomáticos no Oriente Médio. Analistas internacionais, contudo, já apontavam que as chances de Trump ser agraciado nesta edição eram mínimas, diante das indicações de figuras e instituições ligadas à defesa dos direitos civis e à paz mundial.
Com isso, María Corina Machado entra para a história como a primeira venezuelana a receber o Nobel da Paz, enquanto o presidente americano reforça o discurso de que a premiação estaria sendo usada “como ferramenta política” — um contraste que reacende o debate sobre o verdadeiro significado da paz no cenário internacional.
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