O Sistema Único de Saúde (SUS) deu um passo histórico e passa a disponibilizar um dos tratamentos mais avançados do mundo contra a atrofia muscular espinhal (AME). A medida, oficializada pelo Ministério da Saúde em portaria publicada no dia 2 de outubro, define os critérios para que hospitais em todo o país possam realizar a aplicação da terapia gênica com o medicamento Zolgensma, indicada para pacientes com AME tipos 1 e 2.
O tratamento, considerado o mais inovador e eficaz já desenvolvido para a doença, atua diretamente na causa genética da AME, oferecendo a possibilidade de modificar a evolução natural da enfermidade. Com isso, amplia as chances de sobrevida e qualidade de vida das crianças diagnosticadas precocemente e que se enquadrem nos critérios clínicos estabelecidos pelo SUS.
A AME é uma condição genética rara e progressiva, que afeta os neurônios motores responsáveis pelos movimentos voluntários, como respirar, andar e falar. Sem o tratamento adequado, pode levar à perda acelerada de funções motoras e à redução drástica da expectativa de vida nos primeiros anos de infância.
Com a incorporação da terapia gênica ao SUS, crianças elegíveis terão acesso a um recurso capaz de corrigir a falha genética que causa a doença, retardando sua progressão e proporcionando maior autonomia funcional.
0 Comentários