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Farra do INSS: mortos tiveram descontos e escândalo explode em Brasília


O portal Metrópoles revelou uma série de reportagens que expuseram um amplo esquema de fraudes envolvendo entidades associativas e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As investigações mostraram que milhares de aposentados tiveram descontos indevidos em seus benefícios — inclusive pessoas que já haviam falecido.

Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), foram identificadas mais de 200 mil tentativas de descontos irregulares em benefícios do INSS, com cerca de R$ 2 bilhões movimentados em apenas um ano. A apuração apontou que algumas associações chegaram a solicitar descontos em nome de pessoas mortas há mais de 20 anos.

Entre as entidades citadas estão a Associação dos Aposentados do Brasil (AAB), que teria pedido descontos em mais de 27 mil casos de falecidos, e a CBPA, com mais de 40 mil tentativas semelhantes. A CGU afirma que, em muitos casos, as autorizações eram processadas automaticamente, sem verificação de óbito.

O escândalo — apelidado de “Farra do INSS” — teve grande repercussão política. As revelações levaram à abertura de inquéritos pela Polícia Federal e resultaram nas demissões do presidente do INSS e do então ministro da Previdência, Carlos Lupi. O caso também levantou suspeitas sobre emendas parlamentares que mantinham os descontos associativos em benefícios previdenciários.

A CGU reforçou que os valores não chegaram a ser descontados nos casos em que o benefício já estava suspenso por óbito, mas reconheceu a gravidade das tentativas e o enfraquecimento dos mecanismos de controle do sistema previdenciário.

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