A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei que extingue a lista tríplice como critério para a nomeação de reitores e reitoras das universidades e institutos federais de ensino superior. Com a mudança, o candidato mais votado na consulta interna realizada pelas instituições deverá ser obrigatoriamente nomeado para o cargo, eliminando a possibilidade de escolha discricionária pelo presidente da República.
Segundo defensores da proposta, a medida corrige uma distorção histórica no processo de escolha das reitorias e fortalece a autonomia universitária, ao respeitar a decisão da comunidade acadêmica — formada por professores, estudantes e servidores. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), destacou que o projeto atende a uma reivindicação antiga do meio acadêmico e contribui para a valorização da democracia interna nas universidades federais.
Atualmente, a legislação permite que o presidente da República escolha qualquer um dos três nomes indicados na lista tríplice elaborada pelas instituições. Esse modelo gerou controvérsia em 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro nomeou um candidato que havia ficado em terceiro lugar na consulta interna para a reitoria da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), o que provocou forte reação da comunidade acadêmica.
De acordo com Motta, a aprovação do projeto garante que a vontade expressa nas eleições internas seja respeitada e evita interferências políticas externas na gestão universitária. A proposta segue agora para análise no Senado, onde há expectativa de tramitação rápida.
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