Hugo Motta defende emendas parlamentares e cobra equilíbrio no debate sobre o fim da escala 6x1


O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), voltou a defender nesta segunda-feira (2) a prerrogativa constitucional do Congresso Nacional de destinar recursos por meio de emendas parlamentares, ressaltando que esses valores frequentemente chegam a regiões distantes dos grandes centros e fora do foco direto do Poder Público federal.

A declaração ocorre em meio a tensões recentes entre Legislativo e Executivo, especialmente após críticas da ministra do Planejamento, Simone Tebet, que classificou o Congresso como “sequestrador” de parte do Orçamento. Motta considerou a fala equivocada e lembrou que, em 2025, o Congresso aprovou cerca de R$ 61 bilhões em emendas para o Orçamento de 2026, dos quais aproximadamente R$ 400 milhões foram vetados pelo governo na sanção.

Além da defesa das emendas, Hugo Motta também abordou a discussão sobre o possível fim da escala de trabalho 6x1, tema que vem ganhando força no debate político e sindical. Segundo ele, a pauta precisa avançar, mas com responsabilidade, diálogo e equilíbrio, ouvindo tanto trabalhadores quanto empregadores. A proposta foi defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em mensagem enviada ao Congresso e lida na sessão de abertura do ano legislativo.
Motta destacou ainda que a Câmara deve aprofundar o debate sobre a regulamentação do trabalho por aplicativos, buscando conciliar inovação, produtividade, direitos trabalhistas e desenvolvimento econômico. Para o presidente da Casa, essa discussão é indispensável para preparar o Brasil para uma nova economia baseada em tecnologia, inovação e investimentos sustentáveis.

Na mesma sessão, o plenário da Câmara analisou medidas provisórias próximas do prazo de vencimento, como a MP do Auxílio Gás e outra que autoriza crédito extraordinário para o Ministério da Agricultura e Pecuária, reforçando a agenda intensa do início do ano legislativo, especialmente em um ano de forte mobilização política e pré-eleitoral.

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