Padre nega comunhão a fiéis por apoio a Nikolas Ferreira


Um episódio ocorrido durante uma missa no interior de Minas Gerais gerou forte repercussão nacional após um padre condicionar o acesso à Eucaristia ao posicionamento político dos fiéis. A Diocese de Caratinga se pronunciou, o sacerdote pediu perdão, e o deputado Nikolas Ferreira classificou o caso como grave e inaceitável.


Durante uma celebração da Eucaristia na Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo (MG), o padre Flávio Ferreira Alves afirmou que fiéis que concordassem politicamente com o deputado Nikolas Ferreira não deveriam receber a comunhão. O religioso chegou a pedir que essas pessoas deixassem a igreja, associando o apoio político ao parlamentar a uma posição moral incompatível com o sacramento.

A fala causou imediata repercussão e críticas, especialmente por envolver o uso da Eucaristia — um dos principais sacramentos da Igreja Católica — como instrumento de exclusão política. Em nota oficial, a Diocese de Caratinga informou que o sacerdote reconheceu que suas palavras foram ditas em um momento de forte emoção, não condizem com as orientações pastorais da Igreja e pediu perdão à comunidade e aos fiéis que se sentiram ofendidos.

A Diocese reforçou que a Eucaristia é sacramento de unidade, acolhimento e comunhão com Cristo, não devendo ser utilizada como ferramenta de divisão, segregação ou disputa ideológica. Também afirmou que tomará providências para evitar que episódios semelhantes se repitam, preservando a sacralidade da Missa e o respeito à pluralidade de opiniões políticas.

O deputado Nikolas Ferreira reagiu classificando o episódio como “bizarro” e “heresia”, afirmando que o ocorrido ultrapassa o campo político e entra em uma dimensão espiritual. Para ele, trata-se de uma tentativa de instrumentalizar a fé para constranger e excluir fiéis por convicções políticas individuais.
Nikolas, que é um dos principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, também questionou por que posicionamentos políticos de esquerda — inclusive ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — não recebem a mesma repreensão dentro de ambientes religiosos, especialmente quando envolvem denúncias de corrupção ou pautas morais controversas.

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