O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) analisa nesta quarta-feira (27) uma denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) no âmbito das investigações sobre o escândalo do Hospital Padre Zé. O caso envolve dois ex-secretários estaduais, além de ex-diretores da unidade hospitalar.

A ação será analisada pelo Órgão Especial do TJPB, responsável por julgar processos envolvendo autoridades com foro privilegiado. A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), que investiga supostos pagamentos indevidos ligados a contratos firmados entre o hospital e o Governo do Estado.

Segundo o Ministério Público, os recursos investigados teriam origem em contratos ligados ao programa Prato Cheio, criado para distribuição de refeições a pessoas em situação de vulnerabilidade social em cidades paraibanas. De acordo com as investigações, parte dos valores teria sido desviada por meio de supostas “devoluções” realizadas após repasses oficiais.

O processo aponta que os ex-secretários Tibério Limeira e Pollyanna Werton estariam entre os denunciados. O ex-diretor do Hospital Padre Zé, padre Egídio de Carvalho, também aparece na lista de investigados. Ao todo, 16 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público.

Ainda conforme o Gaeco, conversas em aplicativos de mensagens e anotações encontradas durante a investigação são citadas como elementos que reforçariam as suspeitas de irregularidades e possíveis entregas de valores.
Os membros do Órgão Especial irão decidir se aceitam ou não a denúncia apresentada pelo MP.

Caso a acusação seja recebida, os investigados passam oficialmente à condição de réus e o processo seguirá para a fase de ação penal.
As defesas dos ex-secretários negam qualquer participação em irregularidades e afirmam que ambos são inocentes. O caso segue repercutindo no cenário político paraibano e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias.