A influenciadora e advogada Deolane Bezerra voltou ao centro de uma grande investigação policial após documentos enviados à Justiça apontarem que ela teria exercido papel estratégico em uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro associada ao PCC (Primeiro Comando da Capital). As informações fazem parte de um relatório utilizado para fundamentar pedidos de prisão preventiva e outras medidas cautelares no âmbito da Operação Vórnix.
Segundo os investigadores, Deolane teria atuado como uma espécie de “caixa” da organização criminosa, sendo responsável, de acordo com a linha investigativa, por movimentar recursos financeiros e dar aparência de legalidade a valores considerados suspeitos. A defesa da influenciadora nega irregularidades.
Relatório aponta movimentações e ocultação patrimonial
De acordo com o inquérito, a investigação identificou uma estrutura considerada sofisticada para lavagem de capitais, com atuação dividida em diferentes núcleos, incluindo áreas operacional, financeira e patrimonial. Os investigadores afirmam que empresas, contas bancárias e movimentações financeiras teriam sido utilizadas para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
O relatório cita que o nome de Deolane passou a aparecer com frequência em levantamentos bancários e patrimoniais após o avanço das apurações sobre pessoas já investigadas anteriormente por ligação com esquemas financeiros do crime organizado.
Ainda segundo os documentos, a influenciadora teria sido usada como figura pública para conferir maior aparência de legitimidade às operações financeiras analisadas pela polícia.
Como a investigação chegou ao nome da influenciadora
As autoridades afirmam que a apuração ganhou força após análises de materiais telemáticos e cruzamento de informações bancárias, fiscais e patrimoniais. A investigação também teria utilizado dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos em operações anteriores.
Em um dos trechos do relatório, investigadores apontam que mensagens atribuídas a suspeitos indicariam orientações sobre distribuição de recursos e movimentações periódicas entre contas ligadas ao esquema.
O nome de Everton de Souza, conhecido como “Player”, também aparece na investigação. Ele é apontado pela polícia como suposto operador financeiro da estrutura analisada.
Polícia fala em esquema de grande dimensão
Nos documentos encaminhados à Justiça, os investigadores sustentam que o aprofundamento das apurações revelou um esquema de lavagem de dinheiro considerado de grande porte, envolvendo utilização de pessoas jurídicas, circulação patrimonial e mecanismos financeiros considerados compatíveis com ocultação de ativos.
A investigação aponta ainda que empresas e estruturas patrimoniais sucessivas teriam sido utilizadas para dificultar a identificação da origem e destino dos recursos movimentados.
Apesar das acusações presentes no relatório policial, o caso segue em investigação e ainda será analisado pela Justiça. Até o momento, não há condenação definitiva relacionada às suspeitas citadas nos documentos.
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