A proposta de dividir o Brasil em dois países — “Brasil do Norte” e “Brasil do Sul” — não passa de um delírio político que ignora completamente a realidade jurídica, social e histórica da nossa nação. É uma ideia que soa mais como um estardalhaço para gerar manchete do que como um projeto sério.
Primeiro, porque legalmente é inviável: a Constituição de 1988 é clara ao declarar o Brasil como uma República Federativa indivisível. Insistir nesse tipo de proposta é brincar com um tema sensível, colocando em risco a própria noção de unidade nacional.
Segundo, porque é uma iniciativa que só serve para aprofundar divisões regionais e fomentar ressentimentos. O país já enfrenta graves desigualdades sociais, econômicas e políticas, e sugerir uma separação é jogar gasolina no fogo da polarização. Em vez de fortalecer a democracia, tal ideia flerta com a fragmentação, podendo incentivar discursos de ódio e preconceitos entre brasileiros.
Por fim, o mais grave: a proposta não traz soluções para nenhum dos problemas reais que afetam a população, como saúde, educação, segurança e emprego. É um debate vazio, que desvia o foco do que realmente importa para a vida das pessoas.
No fim das contas, dividir o Brasil não é apenas inviável: é irresponsável, antidemocrático e uma perda de tempo político. O país precisa de união e de propostas concretas, não de fantasias que soam mais como marketing do que como política séria.
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