É quase uma afronta. Dois presidentes que deveriam estar discutindo cara a cara questões centrais para suas nações acabam reduzindo o encontro a uma ligação ou videoconferência, como se fosse uma reunião de rotina qualquer. A justificativa de “agenda lotada” soa como desculpa: desde quando a relação entre países de tamanha relevância pode ser tratada como um compromisso secundário?
Se há tempo para discursos e aparições midiáticas, como não haveria para uma reunião presencial que poderia fortalecer laços, rever tarifas e colocar interesses nacionais em pauta? A impressão que fica é a de falta de prioridade, e o encontro acaba perdendo a força simbólica que teria se fosse realizado frente a frente.
Enquanto outras nações buscam se impor e dar peso político a essas ocasiões, aceitar uma videochamada como solução mínima transmite a sensação de que o diálogo perde parte de sua importância. O recado é claro: sem o contato presencial, dificilmente o tema ganha o espaço e a relevância que merece.
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