O governo federal decidiu manter o cronograma de aumento do imposto de importação para veículos elétricos e híbridos. A decisão foi tomada pela Câmara de Comércio Exterior (Gecex) e prevê a elevação gradual das tarifas até o limite de 35% nos próximos meses.

A medida tem como principal objetivo incentivar a produção nacional e fortalecer as montadoras instaladas no Brasil. Com isso, veículos importados, especialmente os que chegam prontos ao país, deverão enfrentar uma carga tributária maior.

Para reduzir os impactos imediatos no mercado, o governo autorizou uma cota temporária de importação com imposto zerado por seis meses, no valor total de US$ 463 milhões. Dentro desse limite, as montadoras poderão importar veículos sem o pagamento da tarifa. Após o esgotamento da cota, volta a valer a alíquota integral.

Especialistas apontam que a medida pode evitar aumentos bruscos no curto prazo, mas a tendência é de encarecimento dos veículos importados ao longo do tempo. A política também diferencia os tipos de importação, mantendo condições distintas para veículos desmontados, semidesmontados e totalmente montados.

A decisão ocorre em meio à crescente presença de montadoras estrangeiras, especialmente chinesas, no mercado brasileiro. Enquanto o governo e parte da indústria defendem a proteção da produção nacional e a geração de empregos, críticos argumentam que a medida pode reduzir a concorrência e resultar em preços mais altos para os consumidores.

A expectativa agora é de que o mercado acompanhe os impactos da nova política nos próximos meses, principalmente sobre os preços dos veículos elétricos e híbridos disponíveis no país.