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ANTES DA ELEIÇÃO: DECISÃO JUDICIAL QUE AFASTOU PREFEITO DE CABEDELO FOI TOMADA 3 DIAS ANTES

A crise política em Cabedelo ganhou novos desdobramentos após a confirmação de que a operação que resultou no afastamento do prefeito Edvaldo Neto (Avante) havia sido autorizada pela Justiça dias antes da eleição suplementar que o levou ao cargo.

A decisão judicial foi assinada no dia 9 de abril pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, do Tribunal de Justiça da Paraíba, poucos dias antes do pleito. Mesmo com a medida já autorizada, Edvaldo participou normalmente da eleição, venceu nas urnas o deputado estadual Walber Virgolino (PL), mas acabou sendo afastado do cargo dias depois, com a deflagração da chamada “Operação Cítrico”.

De acordo com informações das autoridades, a investigação é conduzida de forma integrada pela Polícia Federal, pelo Ministério Público da Paraíba (por meio do Gaeco) e pela Controladoria-Geral da União (CGU). Os órgãos apuram a possível existência de um esquema dentro da administração municipal, que pode envolver agentes públicos, empresários e outros investigados.

Segundo os autos do processo, há suspeitas de que contratos com empresas terceirizadas teriam sido utilizados para empregar pessoas ligadas ao grupo investigado. A apuração busca esclarecer se esses contratos teriam sido usados como mecanismo para desvio de recursos públicos e financiamento de atividades ilícitas.

Um dos pontos citados na investigação envolve gestões anteriores. O ex-prefeito André Coutinho é mencionado como alguém que teria adotado medidas após o avanço das apurações. Ainda assim, conforme apontam os investigadores, a suposta estrutura não teria sido totalmente desarticulada, podendo ter sido reorganizada posteriormente.

Outro nome citado no contexto das investigações é o do ex-prefeito Vitor Hugo, que, segundo as apurações, teria atuado como elo político em decisões administrativas — ponto que também é objeto de análise pelas autoridades.

Com as mudanças no comando da prefeitura ao longo do tempo, a investigação aponta indícios de continuidade de práticas sob apuração, incluindo contratações que estão sendo analisadas pelos órgãos de controle.

A decisão judicial que determinou o afastamento de Edvaldo Neto também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão, além da adoção de outras medidas cautelares contra investigados. Parte do processo teve o sigilo retirado, permitindo a divulgação de informações relevantes.

A Operação Cítrico apura possíveis crimes como fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e eventual financiamento de organização criminosa. O caso segue em investigação e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias.

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