Em uma sessão marcada por tensão extrema e articulações de bastidores, o Senado Federal impôs uma derrota sem precedentes ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Pela primeira vez na era republicana moderna, um indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) teve seu nome barrado pelo plenário. Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), obteve apenas 34 votos favoráveis, sete a menos do que o mínimo necessário (41), contra 42 votos contrários.
A última vez que o Senado havia rejeitado uma indicação à Corte foi em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.
Um dos personagens centrais nessa rejeição foi o senador paraibano Efraim Filho (PL-PB). Efraim foi uma das vozes mais vocais contra a indicação de Jorge Messias.
Efraim Filho justificou seu voto contrário pautando-se na necessidade de "independência técnica". Para o senador, a indicação de Messias representava um "alinhamento político excessivo" que poderia comprometer o equilíbrio entre os Poderes.
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