Michelle critica aliança com Ciro, mantém posição firme e pede desculpas aos enteados por tensão no clã Bolsonaro


A recente manifestação pública de Michelle Bolsonaro deixou claro que, quando o assunto envolve princípios, alianças políticas e a defesa da imagem de Jair Bolsonaro, a ex-primeira-dama não está disposta a recuar um milímetro. A crise dentro do PL do Ceará, provocada pela tentativa de aproximação com Ciro Gomes, foi suficiente para Michelle se colocar frontalmente contra o movimento e expor, mais uma vez, seu papel ativo dentro do universo bolsonarista.

Em sua nota, Michelle não apenas rejeitou a articulação, como explicou que considera Ciro um adversário político que nunca respeitou Bolsonaro, chegando inclusive — segundo ela — a reforçar narrativas que prejudicaram o ex-presidente. Para ela, apoiar um nome que passou anos atacando seu marido seria “trocar Stalin por Lenin”, deixando claro que, para sua visão conservadora, Ciro não representa e jamais representará os valores da direita.

A ex-primeira-dama sustenta que não concordaria em apoiar alguém que, em sua interpretação, contribuiu para desgastar Bolsonaro na opinião pública e que sempre adotou um discurso agressivo contra o ex-presidente. Por isso, reforça que não há como “levantar bandeira branca” para um adversário que não dá sinais de querer pacificar ou construir pontes com o bolsonarismo.

Mesmo após a repercussão negativa dentro da própria família — especialmente entre os enteados Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro — Michelle insistiu que tem o direito de expressar sua opinião, mesmo que isso contrarie decisões tomadas por aliados ou por setores do partido. Ela chegou a pedir desculpas pelo desconforto causado, mas fez questão de sublinhar que isso não muda sua posição sobre o caso.

Michelle também destacou que, antes de ser líder política, é esposa e mãe, e que sua prioridade sempre será proteger o marido e a família contra qualquer ataque, seja político ou pessoal. A ex-primeira-dama reforça que muitas vezes são as esposas que precisam alertar seus maridos quando percebem algo errado, insinuando que seu posicionamento é um gesto de cuidado, não de confronto.

A firmeza do posicionamento reacendeu tensões já conhecidas dentro do clã Bolsonaro, mas também reforçou a imagem de Michelle como uma figura influente, decidida e com cada vez mais autonomia dentro da base bolsonarista. A controvérsia no Ceará pode até passar, mas a mensagem dela ficou clara: se depender de Michelle, aliança com Ciro Gomes não existe, não existiu e não vai existir.

Goste ou não, essa é a minha opinião.

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