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Queiroga ignora Major Fábio e entrega a Efraim o comando da nova aliança na Paraíba

A nova fala de Marcelo Queiroga deixou claro que o ex-ministro decidiu trilhar um caminho diferente daquele que o projetou como voz conservadora na Paraíba. Ao anunciar uma “aliança de conservadores e liberais” sob a condução de Efraim Filho, Queiroga parece ter deixado de lado o discurso que o aproximava da base bolsonarista, optando por um movimento mais tradicional da política paraibana: o das alianças amplas e pouco definidas ideologicamente.

O que mais chama atenção é a ausência de qualquer menção ao Major Fábio, que até então era visto como aliado natural de Queiroga no campo da direita. Em vez disso, o ex-ministro preferiu destacar Efraim Filho, colocando-o como o responsável por conduzir a nova articulação que, segundo ele, envolverá partidos como PSDB, PSD e Podemos.

Para analistas políticos, a postura de Queiroga representa uma inflexão importante em sua trajetória pública. O mesmo político que defendia coerência ideológica e fidelidade aos princípios conservadores agora aposta em uma composição mais ampla, delegando a Efraim a tarefa de construir uma “grande aliança” no estado.

A estratégia pode ampliar o leque de apoios, mas também gera dúvidas entre seus antigos apoiadores. Ao transferir para Efraim Filho a missão de comandar o processo, Queiroga praticamente abre mão do protagonismo político que buscava desde que deixou o Ministério da Saúde — e reforça a impressão de que está mais interessado em reposicionar-se no tabuleiro do que em liderar a direita paraibana.

Na prática, o ex-ministro parece ter trocado a coerência pelo cálculo político. Em um momento em que a direita busca unidade e clareza, sua nova postura levanta questionamentos sobre qual papel ele realmente pretende desempenhar: o de líder ideológico que dizia representar ou o de mais um nome na engrenagem das alianças eleitorais tradicionais.



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