A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Arena, que investiga um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro envolvendo empresas do setor de apostas esportivas. Entre os principais alvos está a PixBet, plataforma paraibana de apostas. A Justiça Federal determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores de até R$ 1,1 bilhão.
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. Também foram determinadas quebras de sigilos bancário e telemático dos investigados. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, os recursos teriam sido movimentados por estruturas financeiras no exterior, o que passou a ser alvo de investigação da PF.
Os investigados poderão responder por crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra o sistema financeiro nacional, caso as suspeitas sejam comprovadas no decorrer das investigações.
Wallber Virgolino se manifesta
Após a operação, o deputado estadual Wallber Virgolino comentou o caso nas redes sociais e afirmou que há muito tempo alerta para a necessidade de investigar o universo das apostas e suas possíveis relações com o poder.
“Até que enfim, uma operação contra as bets — e, por tabela, a Lotep”, escreveu o parlamentar.
Wallber defendeu que eventuais indícios de financiamento ilegal, corrupção ou participação de agentes públicos sejam investigados rigorosamente.
“Se houver financiamento ilegal, corrupção ou participação de agentes públicos, tudo precisa ser rigorosamente investigado, doa a quem doer”, afirmou.
O deputado também declarou que, caso as investigações encontrem provas de envolvimento de políticos corruptos ou integrantes da alta cúpula das forças de segurança, os responsáveis devem ser responsabilizados.
“Se investigarem de verdade, muita gente poderosa pode cair”, declarou.
Ao finalizar a publicação, Wallber afirmou que a sociedade paraibana espera respostas e transparência sobre o caso.
“A sociedade paraibana quer respostas. E, principalmente, quer transparência”, concluiu.
A Operação Arena é conduzida por uma força-tarefa que reúne Polícia Federal, Ministério Público Federal, Receita Federal e Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda. As suspeitas ainda estão sob investigação e eventuais responsabilidades deverão ser definidas a partir do avanço das apurações.
