O senador e candidato ao governo da Paraíba subiu o tom contra o atual modelo educacional do estado, apontando que o IDEB paraibano continua abaixo da média nacional.
Em sua fala, Efraim afirmou que, apesar do crescimento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a Paraíba ainda estaria abaixo da média nacional. Para o candidato, os avanços divulgados pelo governo não seriam suficientes diante dos desafios enfrentados pela rede pública de ensino.
“Esse aumento do IDEB que ele comemora, a Paraíba ainda está abaixo da média nacional. Precisa avançar muito mais”, disparou.
O senador também criticou o tempo de permanência do atual grupo político à frente do Poder Executivo estadual. Segundo ele, já são 16 anos de administração do mesmo grupo, mas ainda existem problemas estruturais e de pessoal nas escolas.
Entre as críticas, Efraim apontou a falta de professores e questionou a convocação de candidatos aprovados em concursos públicos.
“Falta professor na escola. Os concursados não foram chamados, você quebrou a sua promessa”, acusou.
Ensino integral e melhoria da estrutura
Durante o debate, Efraim Filho também apresentou algumas de suas propostas para a educação caso seja eleito governador. Entre os compromissos citados está a universalização do ensino integral na rede pública estadual.
O candidato também defendeu investimentos na estrutura física das escolas, com melhorias nas salas de aula e nas condições oferecidas aos estudantes.
Climatização das escolas
Um dos pontos de maior destaque na fala de Efraim foi a defesa da climatização das unidades de ensino, especialmente nas regiões mais quentes da Paraíba.
O candidato citou a realidade enfrentada por estudantes do Sertão e questionou as condições das salas de aula durante os períodos de maior calor.
“Como é que se pode conceber um aluno no Sertão, no pingo do sol de meio-dia, e não colocar um ar-condicionado?”, questionou.
Na sequência, Efraim afirmou que pretende priorizar recursos públicos para melhorar o conforto dos estudantes e prometeu implementar a climatização das escolas.
“Falta colocar ar-condicionado para o jovem do Sertão que precisa desse cuidado. Eu vou fazer”, concluiu.
